Prefeitura anuncia liberação de R$ 268,4 milhões para a Secretaria Municipal de Saúde

Com nariz de palhaço, funcionários com salários atrasados protestam na porta do Hospital Albert Schweitzer Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O prefeito Marcelo Crivella publicou nesta quinta-feira dois decretos que liberaram R$ 268,4 milhões para Secretaria Municipal de Saúde . Anteriormente, a verba estava contingenciada. Ainda não é possível saber quanto desse dinheiro será usado para pagar funcionarios de Organizações Sociais que estão em greve.

No início da tarde desta quarta-feira, o prefeito publicou um vídeo direto do Planalto Central, em Brasília, em suas redes sociais, onde anunciou que os salários de todos os cinco mil agentes de saúde das Clínicas da Família e dos técnicos de enfermagem seriam depositados nesta quinta-feira. Crivella, que chega a afirmar na gravação que está vencendo a crise, também comemorou a liberação de R$ 36 milhões para o custeio dos hospitais Albert Schweitzer, Rocha Faria e Pedro II, mas não especificou de onde partiu a verba nem deu detalhes sobre a negociação.

Na sessão de conciliação do TRT do Rio , que aconteceu na tarde desta quarta-feira, o desembargador Cesar Marques  Carvalho chegou a defender o  arresto imediato das contas da prefeitura da chamada “fonte 100”,  ou seja, dos recursos do Tesouro Municipal, se o município não indicasse  especificamente quais devem ser bloqueados. No entanto, isso nao aconteceu, segundo informação divulgada no início da noite pela assessoria do TRT. Uma nova audiência foi marcada para esta quinta-feira às 14h30m para definir de que contas virão os recursos.

Na manhã desta quarta, o Crivella já havia publicado um vídeo para comentar brevemente as negociações em busca de recursos para a rede municipal de saúde. O setor está em colapso, com a paralisação por 48 horas de 20 mil funcionários de cerca de cem das 220 unidades de atenção primária da cidade.

A Defensoria e o Ministério Publico do Rio entraram nesta quarta-feira com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a prefeitura do Rio, após identificarem um déficit de mais de R$ 2 bilhões na rede de saúde Municipal desde 2017. Um levantamento realizado pelos dois órgãos identificou que a administração municipal deixou de investir R$ 1,6 bilhão no setor desde o início da gestão de Marcelo Crivella, quase R$ 1 bilhão referente a redução, bloqueio e remanejamento indevido só este ano.

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