Polícia fecha fábrica clandestina de bebidas da milícia de Ecko; 19 são presos

A Polícia Civil do RJ fechou nesta quarta-feira (4) uma fábrica clandestina de bebidas que, segundo as investigações, lavava dinheiro para a milícia de Wellington da Silva Braga, o Ecko, a maior em atividade no estado.

O depósito em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, foi um dos alvos de uma operação que, até a última atualização desta reportagem, havia prendido 19 pessoas.

A polícia estima que a fábrica falsificava cerca de 1,6 mil garrafas por dia e vendia cada caixa por R$ 120, o que rendia R$ 250 mil por mês.

Amostras das cervejas falsificadas seguiram para análise. A polícia quer saber se a milícia trocava rótulos e tampinhas, mascarando garrafas como se fossem de marcas superiores, ou se também diluía o produto.

O objetivo da ação desta quarta era desarticular um braço financeiro do grupo paramilitar.

Um local onde botijões de gás eram armazenados de forma ilegal e um depósito de produtos piratas também foram fechados.

Fábrica de bebidas foi alvo de operação da Polícia Civil nesta quarta-feira em Guaratiba — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Fábrica de bebidas foi alvo de operação da Polícia Civil nesta quarta-feira em Guaratiba — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Suspeitos foram presos em fábrica clandestina de bebidas em Guaratiba — Foto: Reprodução

Suspeitos foram presos em fábrica clandestina de bebidas em Guaratiba — Foto: Reprodução

 
Centenas de tampinhas eram reaproveitadas na fábrica — Foto: Reprodução

Centenas de tampinhas eram reaproveitadas na fábrica — Foto: Reprodução

Rótulos 'lavados' no depósito de bebidas da milícia — Foto: Reprodução

Rótulos ‘lavados’ no depósito de bebidas da milícia — Foto: Reprodução

Entre os principais crimes apurados pela Polícia envolvendo a milícia de Ecko, estão:

  • cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia
  • instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e de internet (gatonet/gatointernet)
  • armazenamento e comércio irregular de botijões de gás e água
  • parcelamento irregular de solo urbano
  • exploração e construções irregulares, areais e outros crimes ambientais
  • comercialização de produtos falsificados
  • contrabando; descaminho
  • transporte alternativo irregular
  • estabelecimentos comerciais explorados pela milícia e utilizados para lavagem de dinheiro

A operação contava com equipes dos Departamentos de Polícia Especializada e Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), a partir de informações do Disque-Denúncia. Outras delegacias também participaram da operação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TV Prefeito