PF deflagra a 52ª fase da Lava Jato e apura crimes contra subsidiárias da Petrobras; há 2 mandados de prisão

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), a 52ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Greenwich. De acordo com a PF, as investigações apuram crimes contra subsidiárias da Petrobras, como a Petrobras Química S/A (Petroquisa), em favor do Grupo Odebrecht.

O ex-executivo da Petroquisa Djalma Rodrigues de Souza foi preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, no Rio de Janeiro (RJ). Ele já é réu pela Lava Jato.

O outro alvo de prisão é Douglas Campos Pedrosa de Souza. O mandado de prisão temporária contra ele seria cumprido no Recife (PE). Porém, não foi encontrado.

Douglas Campos Pedrosa de Souza foi localizado em São Paulo (SP).

Os dois alvos de prisão serão levados para a carceragem da PF, em Curitiba.

Troca de repasses

O Grupo Odebrecht foi favorecido na obtenção de contratos em troca de repasses de recursos a funcionários da Petrobras, segundo a PF.

Essa troca de repasses, conforme a PF, ocorria por meio da entrega de valores em espécie ou por meio de remessas para contas bancárias no exterior.

Os delitos investigados nessa nova etapa da Lava Jato são corrupção, crimes financeiros e lavagem de ativos.

Há ainda nove mandados de busca e apreensão. Eles também são cumpridos em Pernambuco – no Recife e em Timbaúba – e no Rio de Janeiro.

Greenwich

O nome da 52ª fase da Lava Jato remete a uma conta bancária mantida fora do Brasil, de acordo com a PF.

Segundo a PF, essa conta era destinada ao recebimento de valores indevidos e transferidos pelo Grupo Odebrecht para funcionários de subsidiárias da Petrobras para defender os interesses do grupo empresarial nas contratações.

Petroquisa investigada anteriormente

Projetos da Petroquisa já foram investigados anteriormente pela operação, na 46ª etapa, deflagrada em outubro do ano passado.

Nove pessoas são rés no processo que se originou a partir dessa etapa da Lava Jato. Entre elas, estão quatro ex-gerentes da Petrobras, ligados à estatal e à Petroquisa, incluindo Djalma Rodrigues de Souza.

Além deles, também foram denunciados quatro executivos da Odebrecht e uma agente que atuava com um representante do Banco Societé Générale, da Suíça.

Todos se tornaram réus pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

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