Pesquisadores usam drones na BA para analisar baleias durante temporada de reprodução

Pesquisadores começarama a usar uUma câmera instalada em um drone para analisar o comportamento de baleias jubarte no litoral da Bahia. O equipamento permite que os animais sejam obervados sem perturbação e aumenta o campo de visão dos biólogos.

O drone começou a ser usado neste ano pelo Projeto Baleia Jubarte, ONG que se dedica à preservação da espécie. O cenário da pesquisa é formado pelas águas cristalinas do Arquipélago de Abrolhos, localizado a cerca de 65 km da cidade de Caravelas, no extremo sul do estado.

“Quando uma aeronave passa a 200 km/h, a 150 metros, muitas vezes a gente pode estar inferindo, anotando, que não há bicho nessa região, mas muitas vezes ele pode estar e estar mergulhado. Então, ele [drone] vem assessorar, corrigir os possíveis erros na estimativa de abundância dos animais na costa do Brasil”, explica o biólogo Sérgio Cipolotti, do Projeto Baleia Jubarte.

A região concentra a maior parte das baleias que vêm da Antártica todos os anos, entre julho e novembro, para se reproduzir. Elas nadam tranquilamente e chegam pertinho dos barcos que navegam na área, como mostra um vídeo registrado por pescadores em agosto deste ano.

A batida com a nadadeira é interpretada pelos especialistas como uma forma de comunicação, assim como os saltos. Muitas baleias esticam a viagem e chegam até o litoral norte do estado, em áreas como a Praia do Forte, por exemplo.

Um dos vídeos registrados pelo drone mostra uma fêmea nadando junto com o filhote dela e outras quatro baleias, que são provavelmente machos, segundo os biólogos.

Outras fêmeas com filhote têm, às vezes, a companhia de mais uma baleia, que pode ser macho ou fêmea. São comportamentos que os pesquisadores querem entender melhor para ajudar nas políticas de preservação, segundo o projeto.

“O drone veio também para complementar um trabalho que o pessoal do projeto faz de três em três anos, que é o censo aéreo da população de baleias jubarte que vem ao brasil. São aproximadamente 20 mil por ano. Os biólogos sobrevoam de avião as principais área de reprodução e, a partir daí, fazem as estimativas. Agora, com esse novo aliado, o drone, essa contagem vai ser muito mais precisa”, contou o biólogo Sérgio Cipolotti.

Outra vantagem do monitoramento com o drone é a facilidade na produção de belas imagens para fortalecer a causa da preservação, permitindo que qualquer pessoa mundo afora possa ver o que turistas têm o privilégio de aplaudir quando visitam a região.

“Isso, com certeza, vem sensibilizar ainda mais as pessoas. As pessoas preservam o que conhecem. Tendo imagens maravilhosas de drone, então, fantástico, né?”, diz Enrico Marcovaldi, diretor do Projeto Baleia Jubarte.

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