Pescadores relatam dificuldades para trabalhar após vazamento de óleo de naufrágio na Ilha do Governador, no Rio

Mancha de óleo na Baía de Guanabara — Foto: Reprodução/TV Globo

Pescadores da Ilha do Governador, no Rio, relatam dificuldades para trabalhar depois do vazamento de combustível ocorrido na Baía de Guanabara no último fim de semana. O vazamento foi provocado pelo naufrágio de um rebocador da Marinha.

Desde segunda-feira (4), pescadores estão encontrando vestígios de óleo na água, da Ilha do Fundão à Praia do Barão, na região da Ribeira, na Ilha do Governador — uma distância de oito a dez quilômetros de extensão. Eles temem também que os manguezais sejam atingidos pelo óleo.

Ambientalista da ONG Baía Viva, Sérgio Ricardo diz que o manguezal da Ribeira concentra espécies ameaçadas de extinção e aves migratórias.

“Em fevereiro, fizemos um estudo sobre a região, e foi aberto um inquérito no Ministério Público que comprova a existência de uma série de áreas de risco tecnológico, como o terminal petrolífero da Marinha, onde houve esse desastre. Há empresas petroquímicas, com navios que chegam com 12 milhões de litros de produtos inflamáveis. Todo esse material é transportado pela Ribeira até o Galeão e a Ilha do Fundão, sem plano de contingência”, detalha.

Sérgio Ricardo ressaltou ainda que os pescadores não foram capacitados para trabalhar em situações de emergência. E que não existem na região, por exemplo, barreiras para a contenção do óleo para evitar o impacto no manguezal.

A Marinha informou que ninguém ficou ferido no naufrágio do rebocador e que está fazendo o monitoramento das praias da região e não encontrou indícios de poluição.

O Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) disse que não houve nenhuma denúncia e que foi informado de que não houve vazamento.

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