Paróquias de Nsa Sra Aparecida em São Gonçalo se adequam e terão celebrações seguindo o ‘novo normal’

O esperado dia de Nossa Senhora Aparecida, que reúne milhões de católicos pelo Brasil, vai ser celebrado neste ano seguindo o ‘novo normal’. Em São Gonçalo, as Paróquias do Galo Branco e Patronato se prepararam e vão realizar a festa em honra à padroeira do Brasil um pouco diferente do que era visto tempos atrás.

No Galo Branco, a solução para evitar contaminação pelo novo coronavírus e ainda assim celebrar um dos dias mais importantes do catolicismo foi aderir a internet.

Das três missas, por exemplo, que acontecerão às 7h30, 9h30 e 11h, uma (9h30), que será presidida pelo Arcebispo de Niterói, será transmitida pelo Youtube, Facebook. Nas outras, é obrigatório o uso de máscara e há o pedido que cada pessoa leve seu álcool em gel.

A famosa procissão foi substituída por uma carreata, às 15h30, para que não haja aglomeração. Logo após o término, haverá a Santa Missa e logo depois show com o Ministério Louva Deus, que terá transmissão novamente pela internet.

No Patronato, as missas acontecerão às 7h, 8h30, 10h, 12h, 14h e 16h. Todos precisam estar usando máscaras e a recomendação é de que todos estejam a 1,5m de distância do outro. Em cada banco na Paróquia, apenas três ocupantes. Após a última missa, uma carreata será feita para celebração. 
Festa da padroeira do Brasil acontece nesta segunda

História de Nossa Senhora Aparecida

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início em meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D.Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto – MG.

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.

João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.

Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem.

A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo tornou-se pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, que foi aberta à visitação pública, em 26 de julho de 1745. Com o aumento do número de fiéis, em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegaram à Aparecida padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros, que acorriam aos pés da Virgem Maria, para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

A 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor.

Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja, no alto do Morro dos Coqueiros, tornou-se Município. E, em 1929, Nossa Senhora foi proclamada RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo, a devoção à Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo, e o número de romeiros, aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena.

Era necessário a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de Novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, atual Basílica Nova que, em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou, oficialmente, a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, o “maior Santuário Mariano do mundo”.

O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma Missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios, ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante, que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato, a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pegado peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca, que receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram as suas casas, admirados com o que ocorrera.”

Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo, sem dúvida, foi o milagre das velas, pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem.

Numa noite, durante a reza do terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente.

Significativo também é o prodígio das correntes, que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo, por escrito, foi o Padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.

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