Operação mira funcionários da Prefeitura de Arraial do Cabo suspeitos de invadir e tomar terrenos à força

Agentes da Delegacia de Arraial do Cabo (132ª DP) realizam uma operação, na manhã desta quarta-feira (7), contra funcionários e ex-funcionários da Prefeitura suspeitos de invadir e tomar terrenos à força de vítimas. De acordo com a polícia, as pessoas são ameaçadas, inclusive, de morte.

Os policiais fazem buscas na sede da Secretaria Municipal do Ambiente de Arraial do Cabo, na Guarda Marítima Ambiental, nas viaturas oficiais e nas casas dos investigados.

O objetivo é cumprir 10 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Polícia Civil faz buscas na secretaria municipal do Ambiente de Arraial do Cabo, na Guarda Marítima Ambiental e em viaturas oficiais — Foto: Felipe Basílio/Inter TV  RJ

Polícia Civil faz buscas na secretaria municipal do Ambiente de Arraial do Cabo, na Guarda Marítima Ambiental e em viaturas oficiais

As investigações, realizadas em parceria com a Promotoria de Arraial do Cabo, revelaram que os integrantes da organização criminosa atuam como grileiros e usam a máquina pública municipal para intimidar as vítimas e para validar suas ações.

Há indícios de que a quadrilha se vale de ações possessórias e de usucapião simuladas junto ao Poder Judiciário, com o objetivo de dar um ar de legalidade às invasões. Entre os investigados estão contratados em cargos de confiança pelo prefeito Renato Vianna.

A polícia teve acesso a imagens de câmeras de segurança que mostram uma ação de quatro dos investigados em março. Segundo a polícia, eles ameaçaram as vítimas e testemunhas que presenciaram a invasão a um terreno.

A Prefeitura de Arraial do Cabo informou, por meio de nota, que todas as devidas providências serão tomadas durante a investigação em relação aos funcionários envolvidos. O município disse que repudia os comportamentos inadequados e quaisquer condutas em desacordo com o exercício da função pública.

A nota diz ainda que a operação se trata de investigações vindas de gestões passadas e que a sede do governo não é alvo de nenhum mandado. A Prefeitura ressaltou que colabora com a investigação e se coloca à disposição para esclarecer qualquer dúvida aos órgãos competentes.

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