Mundo superou marca de um milhão de mortes por Covid-19 nove meses após primeiro alerta

Em dezembro de 2019, um vírus que surgia na China viraria o mundo de cabeça para baixo e marcaria para sempre a vida das pessoas. Nesta segunda-feira, menos de um ano depois do primeiro caso, na China, o número de mortes pela Covid-19 superou a trágica marca de um milhão, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Até o fim da noite de ontem, o levantamento da universidade mostrava 1.055.000 mortes causadas pelo novo coronavírus. O país com mais óbitos continua sendo os EUA, com 205.031 vidas perdidas para a doença. A vice e indigesta liderança é do Brasil, com 142.058 mortes, segundo a universidade. A Índia vem logo a seguir, com 95.542 vítimas fatais, seguida de México (76.430), Reino Unido (42.090), Itália (35.851) e Peru (32.262). Este último é o primeiro em morte por milhão de habitante.

O primeiro alerta emitido pela Organização Mundial de Saúde aconteceu no dia 31 de dezembro de 2019, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes. A primeira morte foi registrada no início de janeiro, também na China.

No caso do Brasil, o país registrou, nas últimas 24 horas, 16.412 novos casos e 385 novas mortes por Covid-19. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o EXTRA faz parte, que registram um total 142.161 vidas perdidas para o coronavírus desde o começo da pandemia.

A média móvel do número de mortes foi de 687, com variação de -15% em relação há duas semanas. Qualquer valor entre -15% e 15% indica estabilização. Desde 12 de agosto, o resultado do cálculo está abaixo de mil e, desde o dia 7 de setembro, abaixo de 800.

Esses dados fazem uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão, impactando também os números das segundas-feiras.

O país tem 14 estados com tendência de queda na média de óbitos: Acre, Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TV Prefeito