MPRJ processa policiais e pede ao Estado indenização de R$ 25 milhões por uso de helicóptero na Maré

O Ministério Público do Rio ajuizou uma ação de responsabilização contra o Estado e de improbidade administrativa contra dois delegados e um agente da Polícia Civil por causa do uso de helicóptero em uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte, em setembro de 2019.

No documento, o MPRJ acusa os agentes de terem usado escolas municipais como “base operacional” e atirarem contra a comunidade diretamente da aeronave. Segundo o órgão, foram 480 disparos próximo a um complexo de escolas que engloba sete unidades.

O órgão quer que o Estado do Rio se responsabilize pelo dano moral coletivo causado à escola e pede uma indenização no valor mínimo de R$ 25 milhões.

 

O MPRJ quer que Barucke e Sahione sejam impedidos de assumir cargos ou funções públicas em que atuem como coordenadores ou supervisores em que sejam escalados para planejar e executar operações policiais.

Em relação a Herter, o órgão pediu à Justiça que ele seja afastado da função de piloto policial, e que ele seja proibido de exercer outra função associada à realização de operações policiais.

De acordo com o Ministério Público, agentes da Polícia Civil entraram na comunidade para tentar prender um dos chefes do tráfico de drogas da região.

Procurada, a Polícia Civil afirma que apoia irrestritamente os policiais envolvidos na operação citada pelo Ministério Público, e que a situação de confronto naquele momento era absolutamente excepcional e o uso do helicóptero serviu para garantir a segurança da população e dos policiais envolvidos na operação.

Confira na íntegra a nota da Polícia Civil:

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) esclarece que apoia irrestritamente os policiais envolvidos na operação citada pelo Ministério Público. A situação de confronto naquele momento era absolutamente excepcional e o uso do helicóptero serviu para garantir a segurança da população e dos policiais envolvidos na operação. Tirar o helicóptero de uma situação destas é igualar o poderio bélico dos criminosos ao da Polícia. A Secretaria de Estado de Polícia Civil reafirma seu compromisso com a população do Estado do Rio de Janeiro de continuar lutando pela defesa de seus direitos fundamentais, com a certeza da improcedência final desta ação proposta.

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