Milan apresenta Paquetá em meio a expectativa

A nova vida de Lucas Paquetá: garoto prodígio encara o peso de ajudar a reerguer o Milan

Ao meio-dia desta terça-feira, no horário de Brasília, a vida de Lucas Paquetá vai mudar de maneira oficial. Em Milão, o meia-atacante de 21 anos será apresentado como jogador do Milan, um dos clubes mais tradicionais da Europa – ainda que não viva seus melhores dias.

Mas a vida de Paquetá já mudou. E ele sabe disso. A viagem exploratória a Milão em dezembro, depois do fim do Brasileirão, e a chegada definitiva à Itália, no último domingo, deram ao jogador de 21 anos uma bela ideia do que está por vir.

Lucas Paquetá chega ao Milan carregado de responsabilidade  — Foto: Divulgação / Milan

A direção do Milan, o técnico Gennaro Gattuso e até os torcedores rossoneros reconhecem que ele precisará de tempo para se adaptar, se encontrar. Mas a contratação de Paquetá tem peso. Representado não apenas pelos 35 milhões de euros pagos para tirá-lo do Flamengo, o clube que o revelou, mas também pela relevância técnica.

– Esperamos que seja um novo Kaká – disseram três torcedores do Milan, que esperavam a saída dos jogadores do treino da última segunda-feira, no Centro Esportivo Milanello. Paquetá estava entre os aguardados. Havia treinado pela primeira vez como atleta do clube.

A comparação com Kaká é inevitável. O staff de Lucas Paquetá e o próprio jogador sabem disso e a encaram com naturalidade. Kaká também chegou a Milão com 21 anos, em 2003, como garoto prodígio. Apesar de etilos diferentes, jogam na mesma posição.

Mas o momento do Milan é muito diferente quase 16 anos depois. O clube que Kaká encontrou era o atual campeão da Liga dos Campeões da Europa. E mais: Kaká tinha o suporte de jogadores experientes e vencedores. Para citar alguns: Dida, Cafu, Paolo Maldini, Andrea Pirlo, Gennaro Gattuso, Clarence Seedorf, Andriy Shevchenko…

Kaka em ação pelo Milan em 2003  — Foto: AFP

O cenário é bem diferente para Paquetá. O atacante argentino Gonzalo Higuaín é o nome mais badalado do clube, que há algum tempo não consegue resultados expressivos na Itália e muito menos nas competições europeias. Em dezembro, o time acabou eliminado na primeira fase da Liga Europa. Não joga a Champions desde a temporada 2013-2014. Atualmente, está em quinto lugar no Campeonato Italiano, a uma posição da zona de classificação para a Liga dos Campeões.

– Estou vindo para ser mais um a ajudar o Milan a retomar o caminho das vitórias e dos títulos – disse o jogador.

Lucas Paquetá e Gattuso no treino do Milan — Foto: Divulgação/Milan

Em julho do ano passador, o fundo de investimentos americano Elliott assumiu o controle do Milan com um investimento inicial de 50 milhões de euros para estabilizar as finanças do clube. O fundo Elliott tomou as rédeas depois que o investidor chinês Li Yonghong não pagou pelo empréstimo de 32 milhões de euros, destinado à compra do clube, que havia vencido.

As chegadas de Leonardo, diretor esportivo, e Paolo Maldini, diretor de desenvolvimento e estratégia esportiva, revigoraram os bastidores do clube. Ídolos da torcida, têm prestígio e experiência. Têm conduzido o trabalho com pulso firme e visão de mercado.

Em uma equipe redimensionada técnica e economicamente, a chegada de Paquetá traz a esperança de que ele seja uma espécie de salvador da pátria, um farol de qualidade técnica. A missão? Tentar guiar o Milan a um caminho de dias melhores.

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