Mais de 85 mil locais foram afetados por explosão no Líbano

O Exército libanês anunciou, neste sábado (19), que completou as operações de limpeza e de avaliação de danos nos bairros de Beirute devastados pela explosão do início de agosto e contabilizou 85.744 unidades danificadas, incluindo casas, hospitais e escolas.

A trágica explosão de 4 de agosto no porto da capital libanesa deixou mais de 190 mortos, nove desaparecidos, 6.500 feridos e 300.000 desabrigados.

“Foram registadas 85.744 unidades danificadas”, um total que inclui instalações individuais (60.818 casas) e 962 restaurantes, bem como edifícios de maior relevo (19.115 estabelecimentos comerciais e empresas, 12 hospitais e 82 centros de ensino).

A isso, somam-se mais de 1.100 unidades arqueológicas, ou de caráter tradicional, segundo a fonte.

No total, foram registrados 550.000 metros quadrados de vidros quebrados e 108.000 portas internas danificadas.Zona portuária de Beirute, no Líbano, após grande explosão em 4 de agosto — Foto: Marwan TAHTAH/AFP

A megaexplosão foi provocada por incêndio em um depósito que armazenava 2.750 toneladas de nitrato de amônio sem medidas de segurança. A substância, que é matéria-prima para fertilizantes químicos, tem alto potencial explosivo.

Enquanto denunciam a incompetência e a corrupção dos políticos, grande parte da sociedade civil, ONGs e voluntários se mobilizaram para reconstruir a capital libanesa.

Crise política

Desde a tragédia, o país, que já enfrentava uma grave crise econômica e política, viu crescer indignação da popular. Uma série de protestos ocorreram em várias regiões.

Em 10 de agosto, o primeiro-ministro Hassan Diab renunciou. O Líbano ficou sem um líder de governo até o dia 31 de agosto, quando assumiu Mustapha Adib, que foi embaixador do Líbano na Alemanha por sete anos.

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