Magé recebe ação de conscientização sobre a doença falciforme

Para marcar o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme nesta terça-feira (19), a Secretaria de Saúde de Magé, em parceria com a Coordenadoria de Igualdade Racial, realizou uma ação no Calçadão de Magé com objetivo de conscientizar a população sobre a importância do tratamento e orientar sobre a triagem neonatal que é feita através do teste do pezinho.

“Hoje é um dia importante mundialmente, porque muitas pessoas não conhecem essa doença genética e as formas de diagnosticar. Estamos trabalhando para oferecer o tratamento para os pacientes no município. No próximo dia 23 começaremos o atendimento ambulatorial para adultos que serão acompanhados em Magé, e a partir do dia 4 de julho, iniciará o atendimento infantil”, explicou a assistente social, Izabel Cristina de Souza, responsável pela recepção e orientação dos pacientes que buscam a Secretaria de Saúde.

As Unidades de Saúde da Família (USFs) em Magé oferecem o exame de Eletroforese de Hemoglobina que diagnostica a presença da doença falciforme no sangue. Segundo o Ministério da Saúde, em 2017, o índice de incidência da doença varia de 2% a 6% na população brasileira em geral, na população negra fica entre 6% a 10%. Além do exame, o meio mais indicado de descobrir a presença da doença genética é o teste do pezinho.
A enfermeira da USF de Andorinhas, Katia Moura, participou do evento palestrando sobre a importância do teste do pezinho nos primeiros dias de vida do bebê. “Quando mais cedo for diagnosticada a doença falciforme, mais cedo pode iniciar o tratamento e tomar os cuidados necessários. O teste do pezinho deve ser feito do 3º ao 5º dia de vida do bebê e serve para identificar diversas doenças”, disse.

Mais uma vitória na luta pela igualdade racial

A Coordenadoria de Igualdade Racial de Magé participou do evento e da busca pelo tratamento oferecido no município. “A Coordenadoria não trabalha somente com denúncias de racismo, trabalhamos também em prol da implementação das políticas públicas que diz respeita a igualdade racial, como a doença falciforme que está mais presente em pessoas negras. É de uma importância muito grande esse momento que estamos vivendo hoje, e com a atenção que está sendo dada para que seja possível oferecer tratamento para nossas crianças e adultos dentro do município”, disse a coordenadora de Igualdade Racial, Ivone Bernardo.

Alguns portadores da doença falciforme participaram do evento contando sua experiência e como fazem o tratamento. “Eu vou ao Hemorio todo mês buscar a medicação e me consultar, e hoje fiquei sabendo aqui que vou poder me tratar em Magé. É muito bom ter esse tipo de ação porque muitas pessoas não conhecem, eu só descobri que tinha a anemia falciforme quando completei 22 anos, e fiquei muito doente”, contou Michele Aguiar.
“Eu fui diagnosticado quando era bebê, porque minha mãe achou que eu estava atrasado no desenvolvimento. Depois de algumas consultas e vários exames, o médico descobriu. Desde então eu faço o tratamento. É importante que todos tenham acesso a essas informações, e que o teste do pezinho pode ajudar a descobrir bem cedo”, contou Eduardo Nogueira.

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