Líder supremo do Irã veta conversas do país com EUA

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, vetou nesta segunda-feira (13) qualquer negociação direta com os Estados Unidos, rejeitando uma proposta feita recentemente pelo presidente Donald Trump, segundo a TV estatal iraniana.

“Proíbo a manutenção de conversas com os Estados Unidos. A América nunca permanece fiel às suas promessas nas negociações, apenas dá palavras vazias e nunca recua de seus objetivos de negociações”, disse Khamenei.

O aiatolá também descartou qualquer possibilidade de confronto militar com os EUA. “Recentemente, autoridades americanas têm falado abertamente sobre o Irã … eles estão falando sobre guerra e negociações … Eles estão exagerando sobre a possibilidade de uma guerra com o Irã. Não haverá guerra … Nós nunca começamos uma guerra e eles não vão confrontar o Irã militarmente”, disse.

Em julho, após elevar o tom contra o presidente do Irã, Hassan Rohani, Trump surpreendeu ao dizer que estava aberto a negociar um novo acordo com o governo iraniano. “Nós estamos prontos para fazer um verdadeiro acordo, não como aquele feito pela administração anterior [de Barack Obama], que foi um verdadeiro desastre”, afirmou.

No último sábado (11), o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou que não haverá encontro entre responsáveis iranianos e americanos fora da próxima Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Relações tensas

A relação entre os dois países, pouco amistosa desde a Revolução Islâmica de 1979, deterioraram-se após a chegada de Trump ao poder. Em maio, Trump retirou o seu país do acordo nuclear multilateral de 2015, firmado pelo seu antecessor, Barack Obama. O acordo previa que o Irã se comprometeria a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais.

O presidente americano, que acusou o Irã de ser “o principal Estado patrocinador do terrorismo”, afirmou que o país trapaceava o acordo para desenvolver seu programa nuclear e voltou a impor sanções a Teerã.

As novas sanções, que entraram em vigor em agosto, tentam atingir os programas de mísseis balísticos e influência regional do Irã – ameaçando prejudicar ainda mais a já maltratada economia iraniana.

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