João Pedro matador e apoio da torcida fazem Fluminense dar salto de qualidade

Nos dois últimos jogos, o Fluminense marcou oito gols. Pôs fim a maior das críticas ao modelo implementado por Fernando Diniz: a baixa efetividade ofensiva. Mas o que mudou nas vitórias diante de Cruzeiro (Brasileiro) e Atlético Nacional (Sul-Americana)?

O meio mais ágil, a partir da titularidade de Allan e do recuo de Daniel, a entrada do matador João Pedro, cinco gols nestas partidas, e o apoio da torcida ajudam a explicar o salto de qualidade. O Tricolor, a julgar pelas últimas atuações, encontrou o seu caminho.

Há uma cena emblemática que resume este contexto. No 4 a 1 sobre o Atlético Nacional, quinta-feira à noite, no Maracanã, a torcida gritou “Diniz! Diniz! Diniz! logo após a equipe acertar uma saída de bola. Não foi por um gol, não foi por uma defesa. E, claro, não foi por uma saída de bola qualquer. Agenor, mesmo pressionado por Barcos, passou a Matheus Ferraz, que passou a Caio Henrique, que saiu da área e começou o ataque. Pronto, o público reconheceu o mentor do que viu em campo.

– Quero agradecer o apoio da torcida. Ela comparece cada vez mais, entendendo e sentindo empatia com o time. Os jogadores estão devolvendo. Espero que essa simbiose que está se formando continue. É muito bonito ver a torcida tricolor no Maracanã cantando do começo ao fim. É motivo de muita alegria para mim participar disso – contou Diniz, que confirmou ouvir os gritos dos tricolores.

Pois os poucos mais de 28 mil presentes, que bateram o recorde de público no ano, além de fazer bonito e apoiar o time, viram mais uma boa atuação de Allan e Daniel. A dupla deu mais agilidade ao setor, antes ocupado por Airton e Bruno Silva, que se recuperam de lesão.

Allan deu mais rapidez a transição da defesa ao ataque. Virou o desafogo do time. Daniel, aumentou a qualidade do passe – deu assistência ao segundo gol de João Pedro, por exemplo. Claro que a postura do adversário, ao tentar marcar sob pressão, deixou a própria linha defensiva adiantada e contribuiu para a aceleração adotada pelo Tricolor. Não à toa aplicou 3 a 0 em 11 minutos.

– O time foi evoluindo como um todo. Claro que quando se coloca um meia a mais, ainda mais com o Daniel, é natural que se tenha mais chances de gols. Daniel, talvez, seja quem melhor conheça o sistema. Com esta formação, tem de ter mais atenção. Esses jogadores não estão tão habituados a marcar, por isso, tivemos alguns problemas no primeiro tempo. O grande desafio é manter o time equilibrado e escalar sempre os melhores – acrescentou Diniz.

Deu certo também pois a qualidade de João Pedro ajudou a mexer no placar do confronto. Com 56% de posse de bola, o Flu finalizou 22 vezes, das quais 12 foram a gol e seis viraram chances claras de gol. O garoto de 17 anos fez três gols e ainda deu uma assistência para Luciano.

Pois o atacante teve dificuldades, apesar do esforço, para recompor pela direita. Assim, deixou Gilberto desprotegido. Machado e Hernandez deram trabalho. Diniz precisou colocar Yony por ali e deslocar Luciano para esquerda para corrigir o problema.

– O equilíbrio defensivo se dá por ajuste tático e não por ter um jogador de marcação. O time tem consciência que tem de atacar e marcar. Atacar marcando. Se descuidar com o time leve que temos, não teremos chances de recuperação. Um descuido gera contragolpe perigoso – detalhou o técnico.

O Fluminense volta a campo, domingo, pelo Brasileirão. Tentará manter a boa fase diante do Bahia, em Salvador.

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