Japeri faz roda de conversa para debater abuso sexual de crianças

Entre 2012 e 2016, o Brasil somou pelo menos 175 mil registros de exploração sexual de crianças e adolescentes, numa média de quatro casos por hora. E, apenas 7 em cada 100 ocorrências são denunciados. O tema, aberto pelo secretário de Saúde de Japeri, Charles Gonçalves, foi debatido nesta quinta-feira (17), na Sala de Cinema, em Engenheiro Pedreira, durante a Roda de Conversa sobre Manejo e Meios de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes.

“É uma situação extremamente chocante e muita gente ainda não sabe lidar com esse problema. Temos que convocar a população, conscientizar os pais e preparar os profissionais da saúde para atuarem em defesa das crianças e adolescentes. A escola também deve ter papel importante nessa luta”, conclamou.

Assistentes sociais psicólogos, sociólogos do Programa de Atenção Integral à Saúde da Criança e do Adolescentes (PAISMCA), além de representantes da sociedade civil organizada defenderam a tese de que se tornam urgentes políticas públicas de prevenção para combater o problema, que atinge a infância e deixa graves marcas na vida adulta.

O painel Diga Não à Violência Sexual Infantil, do Laboratório de Estudos sobre Violência contra Crianças e Adolescentes, contou a participação das estagiárias em psicologia, Gabriela Braz e Luana Galoni, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Para os palestrantes, o problema do abuso sexual deve ser discutido também na escola e no seio da família.

O evento contou ainda com a participação de Rafaela Lopes, subsecretária de Atenção Básica da Saúde; Roberta Lopes, coordenadora do PAISMCA; Josiane do Nascimento, coordenadora da Área Técnica de Ações contra a Violência de Mesquita e da pedagoga Maria Cristina Alves de Souza, da Comissão dos Conselhos Municipais de Japeri.

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