Japeri encerra Semana da Consciência Negra discutindo a ‘discriminação e o preconceito’

A XIII Semana da Consciência Negra foi encerrada, em Japeri, em grande estilo, na sexta-feira (23), com o tema “Vencendo a Discriminação e Respeitando as Diferença”.

Promovida pela Secretaria Municipal de Educação, o ponto alto do evento, realizado no auditório da Escola Bernardino de Melo, foi a exibição da peça “Maria, Maria”, da Companhia de Teatro Todos Nós.

Na avaliação da Secretária Municipal de Educação, Roberta Bailune, a Semana da Consciência Negra é uma oportunidade para se repensar valores, como o respeito e a ética.

“Fico muito feliz em ver que esse tema é trabalhado com os alunos em sala de aula. Eles sairão da escola diferentes e melhores. E esse é justamente o nosso papel como educador”, observou a secretária, que participou do evento acompanhada do secretário interino de Saúde, Rafael de Freitas.

A história dos negros no Brasil e no mundo, os instrumentos de tortura e a discriminação das mulheres negras, através dos cabelos, também marcaram os debates da Semana da Consciência Negra, em Japeri.

Na unidade de ensino de Engenheiro Pedreira, vários trabalhos abordaram temas cada vez mais discutidos na sociedade, como o preconceito e a violência. Nas exposições, alunos da rede de ensino manifestaram repúdio ao desrespeito, à desigualdade, às injustiças e intolerância.

A Peça “Maria, Maria”, tratou do preconceito racial. Segundo o diretor da Cia. Todos Nós, Alexandre Azevedo, 90% do roteiro foi produzido pelos próprios alunos que integram o grupo teatral.

“Através de situações do dia a dia, eles alertam como o preconceito se tornou normal em muitos casos e a necessidade de mudança”, explicou Azevedo.

Autor de ‘A Badalada do esquecido’ e ‘Território’, o escritor Thiago Kuerques, de 33 anos, foi o palestrante do evento. Ele abordou a questão das relações socioespaciais na Baixada Fluminense com base no conteúdo de suas últimas obras.

“Na Baixada Fluminense tem muito dessa diferenciação entre ricos e pobres, brancos e negros, de quem pode e quem não pode. Minha ideia foi criar sempre uma empatia em cima disto e ver como podemos diminuir as diferenças”, disse o escritor.

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