Governador do Rio participa do seminário Carnaval Geral: por um Rio mais justo e mais humano

O governador Wilson Witzel participou, nesta quinta-feira (28/2), da abertura do seminário Carnaval Geral: por um Rio mais justo e mais humano, realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos em parceria com a OAB/RJ (Ordem dos Advogados do Brasil). O objetivo é alertar a sociedade para três temas de grande impacto no Carnaval: intolerância à comunidade LGBT+, assédio contra a mulher e desaparecimento de crianças.
– Muitos criticam esta festa e não compreendem o momento de alegria e saúde que é o Carnaval. Este seminário demonstra o comprometimento com a cidadania. O Carnaval é uma festa de todos – ressaltou o governador.
No encontro, Witzel anunciou a realização de um projeto nas escolas estaduais para ajudar a combater a intolerância e a violência doméstica. 
– O secretário de Educação, Pedro Fernandes, está empenhado para que possamos levar para as escolas histórias reais de mulheres como a da Luíza Brunet, por exemplo. Vemos jovens que não compreendem o respeito ao ser humano e estão praticando violência contra suas namoradas. É preciso mostrar que devemos banir toda forma de intolerância, precisamos ensinar a esses jovens que qualquer tipo de violência não leva a nada. É preciso educar para o diálogo – disse o governador.
A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes, ressaltou a importância da presença no seminário de representantes do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública, do Ministério Público, das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros. 
– Temos aqui a presença de todos que têm impacto na Segurança Pública do Rio de Janeiro para realizar um debate tão necessário no estado, que é a questão da comunidade LGBT+, crianças desaparecidas e violência contra a mulher. São temas que doem na alma de todas as famílias, amigos, da sociedade e que precisam ser tratados com seriedade. Agradeço o apoio da OAB/RJ – afirmou Bentes.

Palestrante no seminário, a empresária e ativista da causa de enfrentamento à violência contra a mulher, Luiza Brunet, considera a iniciativa bastante positiva.
– São temas pertinentes no Carnaval. Quanto mais falamos, mais ampliamos o empoderamento das mulheres que sofrem violência e informamos a população sobre as questões discutidas – explicou.
O encontro também contou com a presença do estilista e ativista de Direitos Civis e Humanos, Carlos Tufvesson, e da coordenadora de Desaparecidos da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Jovita Belfort.   Atendimentos LGBT+
De acordo com o programa Amizade Rio LGBT, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, de 2010 a 2018, foram registrados 54.537 atendimentos relacionados à intolerância à comunidade LGBT+ em todo o Estado do Rio de Janeiro. Os dados se baseiam em denúncias pelo Disque Cidadania LGBT (25.133) e nos sete Centros de Cidadania LGBT (29.404). Segundo a secretaria, neste período, ocorreram 5.186 casos de violência, sejam elas física, moral ou virtual.
Violência contra mulheres
A cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil. A cada 1.4 segundo, uma mulher é vítima de assédio, segundo o Instituto Maria da Penha. No Estado do Rio de Janeiro, uma mulher é agredida a cada 15 minutos, em média, de acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP) e, no período de janeiro a dezembro de 2017, foram registrados 39.646 casos de lesão corporal dolosa e lesão seguida de morte.

Desaparecimentos
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) demonstram que, até novembro de 2018, foram registrados 4.358 casos de desaparecimentos de pessoas no Estado. A partir dos estudos do ISP e do Ministério Público, verifica-se que as localidades que notificam casos de desaparecimento possuem os mais baixos indicadores de renda média mensal por pessoa, segundo informações do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos. 

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