FMI defende aumento de tributação sobre mais ricos para crise pós-pandemia

A recessão causada pela pandemia será menos severa do que o esperado há alguns meses graças à abertura de algumas economias avançadas, indicou o Fundo Monetário Internacional na terça-feira, 13. Mesmo assim, os países devem levar em conta o aumento de tributos sobre os mais ricos para que a recuperação seja mais robusta e menos desigual, alertou o órgão.

As análises estão disponíveis no último relatório de previsão econômica global (WEO), publicado na quarta-feira 14. Segundo a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, a crise “está longe de terminar”, e “essas recuperações desiguais pioram significativamente as perspectivas para uma convergência global dos níveis de renda”, acrescenta o texto publicado pelo órgão.

“Embora instituir novas medidas do lado da receita possa ser difícil, os governos devem considerar aumentar impostos progressivos sobre indivíduos mais afluentes e aqueles relativamente menos afetados pela crise (incluindo aumento de taxas para faixas de renda mais altas, propriedades de luxo, ganhos de capital, e fortunas), bem como mudanças na tributação corporativa para garantir que empresas paguem impostos proporcionais”, diz o documento.

No Brasil, tramitam, sem celeridade, ao menos três propostas de reforma tributária no Congresso Nacional. Por parte do governo, o projeto foi apresentado em partes e foca, principalmente, na simplificação tributária – ou seja, unir impostos para reduzir a complexidade do sistema, que dificulta os negócios e a atração de investimentos.

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