Ex-presidente Dilma Rousseff é lançada como candidata ao Senado por MG

A ex-presidente da República Dilma Rousseff foi lançada como candidata ao Senado por Minas Gerais pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em convenção neste domingo (5), em Belo Horizonte. A convenção lançou, ainda, a candidatura de Fermando Pimentel à reeleição como governador de Minas.

“Vamos combater aqui em Minas esse golpe, que tem dois de seus principais protagonistas aqui. Um que perdeu a eleição e outro que entregou o Governo de Minas falido para o Pimentel”, disse a ex-presidente. No final do discurso, gritou “Lula livre” junto com a militância.

Uma carta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos eleitores de Minas foi lida logo depois do discurso de Dilma. Ele está preso desde o começo de abril, condenado em segunda instância no caso do triplex em Guarujá, a doze anos e um mês de prisão, e foi lançado candidato à Presidência pelo PT no sábado.

Impeachment

Dilma sofreu impeachment em agosto de 2016 por acusação de ter cometido crimes de responsabilidade, conhecidas como “pedaladas fiscais”. Apesar de ter perdido o mandato, ela não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Com isso, ela pode se candidatar para cargos eletivos e também exercer outras funções na administração pública.

A ex-presidente é citada em depoimentos presentes nas delações da Odebrecht, investigadas pela força-tarefa Lava Jato. Ela aparece em trechos sobre repasse de caixa 2 e pagamentos indevidos para a campanha presidencial dela em 2014. Como Dilma não tinha mais foro privilegiado, as investigações foram enviadas para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, e para a Justiça Federal no Paraná.

Em uma petição que está no Paraná, seis delatores da Odebrecht citam o nome da ex-presidente em tratativas sobre o setor na empresa responsável por pagamentos de propinas, mas o documento não deixa claro quais seriam as supostas irregularidades cometidas pela petista.

Em outra petição, também no Paraná, Dilma é citada por delatores como responsável pelo favorecimento da empresa Tractebel-Suez, líder do consórcio que venceu a licitação da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira.

À época das delações, a ex-presidente divulgou nota afirmando que era vítima de vazamentos seletivos e direcionados e que não sabia do que era acusada, sempre sendo informada pela imprensa.

Em abril deste ano, Dilma foi até a sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) em Belo Horizonte para transferir seu título eleitoral para a capital mineira. No dia, a ex-presidente disse que estava trocando o domicílio eleitoral para acompanhar a mãe, Dilma Jane Rousseff, que está com 94 anos e precisando de cuidados especiais. A mudança foi feita no último dia do prazo para pretensos candidatos fazerem a transferência do título eleitoral.

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