EUA reúnem 450 crianças de pais separados

O governo dos Estados Unidos reunificou até a última sexta-feira (20) 450 crianças de entre 5 e 17 anos de idade que foram separadas dos seus pais ao entrarem no país pela fronteira com o México durante a política de “tolerância zero” do presidente Donald Trump.

O juiz federal Dana Sabraw, de uma corte em San Diego, na Califórnia, estabeleceu até o próximo dia 26 de julho o prazo para que o governo reúna todas as 2.551 crianças dessa faixa de idade que foram separadas. Nesta sexta, os advogados do governo compareceram a uma audiência na corte federal de San Diego para prestar contas do que foi feito até agora.

Em abril deste ano, o governo americano passou a separar crianças dos pais que entravam ilegalmente no país pela fronteira com o México. Os adultos eram levados a prisões e os menores a abrigos. A medida causou polêmica e, em junho, Trump assinou uma ordem para acabar com a separação de famílias.

Os advogados do governo disseram que esperam que o número de reunificações cresça nos próximos dias. Isso porque 954 pais já foram entrevistados e receberam a aprovação das autoridades federais para que recebam seus filhos.

No entanto, eles assinalaram que, do total das 2.551, apenas 1.606 são elegíveis para a reunificação. Segundo eles, nos demais 945 casos os pais têm antecedentes criminais ou renunciaram a este benefício, dado que preferem ser deportados sem os seus filhos, entre outras razões.

O juiz Sabraw disse estar “muito impressionado” com o “grande progresso” feito pelo governo para cumprir o prazo estabelecido, pelo menos entre os menores que já foram considerados elegíveis.

Sabraw declarou inclusive que vê um panorama “promissor” para que se realize o total de reunificações a tempo e de maneira segura para os menores.

Crianças menores de 5 anos

No último dia 10, terminou o prazo para que o governo reunisse as crianças menores de 5 anos que foram separadas de seus pais ao cruzar a fronteira.

Nessa faixa de idade, 57 do total de 103 crianças foram reunidas com suas famílias. As outras 46 não passaram pela reunificação, porque, segundo o governo, não se encaixaram nos critérios legais para que isso ocorresse.

Processo coletivo

O processo que corre na corte de San Diego é uma ação coletiva em nome dos pais que foram separados dos seus filhos. Ele foi aberto a pedido da União Americana de Liberdades Civis (ACLU), uma entidade pró-direitos civis nos EUA.

A ACLU solicitou ao juiz Sabraw que o governo entregue a lista dos pais que renunciaram ao seu direito de reunificação, para assegurar-se que eles tenham compreendido o que isto significa.

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