Ensinar às meninas que elas têm direitos é ‘crucial’, diz Malala

Na semana em que completa 21 anos, Malala Yousafzai, ativista paquistanesa e ganhadora do Nobel da Paz, conta que decidiu passar a data ao lado de jovens brasileiras ativistas dos direitos da população indígena e negra.

A comemoração acontecerá nesta quinta-feira (12) no Rio de Janeiro, diz ela, e a população não-branca do Brasil entrou no seu foco principal por ser justamente a que mais sofre com a falta de acesso à educação.

A conversa, que durou 15 minutos, ocorreu no pátio de um hotel no Centro Histórico de Salvador, depois de um almoço regado a guaranáe de ouvir a música “Parabéns a você” no batuque do Olodum.

Nesta terça, Malala anunciou que vai investir US$ 700 mil no trabalho realizado por três ativistas brasileiras, da Bahia, de Pernambuco e de São Paulo. Mas afirmou que ajudar na inclusão das 1,5 milhão de meninas do Brasil que atualmente estão fora da escola é só um passo em seu objetivo final: fazer isso com todas as 130 milhões de meninas nessa situação em todo o mundo.

Para cumprir a meta, ela afirma defender esforços em todas as áreas, inclusive a política, com leis que ajudem na evolução da igualdade de gênero. Para a jovem paquistanesa, oferecer informações a meninas sobre sua saúde sexual e sua educação sexual é “crucial”, principalmente considerando as meninas que são vítimas de assédio.

Malala se tornou conhecida no mundo todo em 2012, após ser baleada na cabeça por radicais do Talibã ao sair da escola. Ela seguia em um ônibus escolar e seu crime foi se destacar entre as mulheres e lutar pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão. Os talibãs são contrários à educação das mulheres.

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