Em documento sigilosos do MP, Flordelis é acusada de nepotismo

A deputada federal Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, que ocorreu em junho de 2019. No entanto, segundo um relatório do Ministério Público do Rio de Janeiro, que foi compartilhado com a Câmara, Flordelis também é acusada de outros crimes, como de ter praticado nepostismo, por exemplo, já que ela contratou dois de seus filhos adotivos para trabalharem em seu gabinete na Casa. Além disso, ela é acusada também de ter cometido uma suposta “rachadinha” em seu gabinete de deputada federal. As informações são da CNN Brasil. 

Flordelis teria contratado seus filhos afetivos Carlos Ubiraci Francisco e André Luiz de Oliveira como seus secretários parlamentares desde 2019, pelo menos. Os dois só perderam seus postos após serem presos em agosto deste ano pelo seu suposto envolvimento na morte do pastor Andersom do Carmo.

O documento, que foi encaminhado pelo procurador-Geral de Justiça do Rio, José Eduardo Gussen, também mostra que Flordelis pode ter criado um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete. Nesse esquema, Flordelis ficaria com parte do salário de assessores parlamentares.

O documento foi encaminhado por Gussen no dia 8 de setembro. No entanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), só repassou o documento para a Corregedoria da Casa no dia 30 de setembro. 

O documento foi enviado pelo MPRJ

A acusação de nepotismo contra Flordelis feita no documento do MP não foi incluída no processo que será analisado pela Câmara. Isso porque, segundo o deputado Paulo Bengtson, corregedor da Casa, os filhos que trabalhavam para Flordelis eram “filhos afetivos”, ou seja, eles não foram nem adotados formalmente por ela e, por isso, a situação não se caracteriza como nepotismo.

O parecer de Bengston, apresentado no dia 1° de outubro, informou que haveriam sim indícios de que Flordelis mandou matar o seu marido Anderson. A deputada ainda não foi presa por causa de sua imunidade parlamentar. Com o documento do MP, no entanto, o Conselho de Ética da Câmara poderá julgar se a deputada deve ou não ter seu mandato cassado. Se tiver, ela será presa, assim como seus filhos e neta, acusados também de envolvimento no caso.

Nos próximos passos, deverá ocorrer uma Mesa Diretora da Câmara que deverá decidir se vai ou não enviar a denúncia de Flordelis para ser analisada no Conselho de Ética. Caso o processo seja encaminhado para o órgão da Câmara, este decidirá se o mandato da deputada será ou não cassado. A situação está paralisada, pois o Conselho ainda não retorno ás suas atividades após a pandemia. Para que esse retorno de atividades possa ocorrer, Maia terá que determinar essa volta ou aprovar uma forma dos responsáveis pelo órgão trabalharem em home office.

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