Em 24 dias Petrópolis alcança 49 mortes por Covid, número maior que todo mês de maio

Dados divulgados no Portal de Monitoramento de casos de covid-19 da Secretaria Municipal de Saúde mostram que faltando ainda quatro dias para o fim deste mês,  49 petropolitanos já morreram por conta da covid-19 na cidade. O número de casos registrados nos primeiros 24 dias de setembro já é maior do que todas as mortes registradas em maio – até então o mês com maior número de óbitos por consequência da doença na cidade, 46 –  três a menos que este mês. Na sexta-feira (25.09) a cidade atingiu a triste marca de 224 óbitos por covid-19 – foram 125 homens e 99 mulheres que não conseguiram vencer a doença, deixando pra trás 224 famílias petropolitanas que sofrem a perda repentina e sem chance de despedida de um parente. 

 De acordo com o infectologista José Henrique Castrioto, o aumento no número de óbitos acende o sinal de alerta para a importância da continuidade das medidas de prevenção. Castrioto faz parte do corpo técnico que ajuda a orientar as ações da prefeitura.

 – O aumento de mortes registrado até o momento mas acende um  sinal de alerta. As pessoas precisam lembrar que apesar da retomada de algumas atividades,  a situação que vivemos hoje em relação a doença, ainda é a mesma: não existem remédios específicos, nem vacina contra a covid-19. A única forma de se proteger da contaminação, continua sendo  a prevenção – afirma o infectologista.

 O especialista reforça as orientações que vem sendo passadas há seis meses continuam valendo. – As pessoas devem lavar as mãos com água e sabão, usar álcool gel, evitar as aglomerações, manter o distanciamento de um metro e meio e se precisar sair de casa, a pessoa deve usar a máscara de forma correta, cobrindo o nariz e a boca – pontua.

Nas ruas do Centro e principalmente nos bairros, no entanto,  apesar de boa parte da população ter aderido ao uso de máscara, seis meses após a chegada da pandemia, ainda é possível ver pessoas usando mascaras de forma errada. Alguns usam o acessório pendurado a orelha, outros no queixo, há que  cubra apenas a boca, deixando o nariz descoberto,  e ainda quem carregue a máscara na mão para usar apenas em caso de abordagem pela fiscalização. Em muitos pontos da cidade também é possível observar que o distanciamento social de um metro e meio também não vem sendo respeitado.    

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