Dólar fecha em alta e volta ao patamar de R$ 4

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O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (16) e voltou a superar o patamar de R$ 4, em meio a incertezas no exterior dada a disputa comercial entre Estados Unidos e China.

A moeda norte-americana subiu 0,33%, vendida a R$ 4,0026. No dia anterior, o dólar caiu 1,21%, a R$ 3,9896 na venda.

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,59%. No mês e no ano, o avanço é de 4,82% e 3,31%, respectivamente.

“Os investidores viram que exageraram na queda no dia anterior e agora estão ajustando as posições. Como o território doméstico está sob controle, o mercado passa a ter uma volatilidade de cautela pautada pelo exterior”, afirmou à Reuters Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.

Na quinta-feira, a China prometeu retaliar as mais recentes tarifas impostas pelos EUA, sobre 300 bilhões de dólares em produtos chineses. Mais tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviou o tom e afirmou estar mantendo boas discussões com o país asiáticos.

“O mercado fica confuso com as mensagens divergentes que têm recebido lá de fora. Agora está tudo bem, mas basta uma publicação do Trump no Twitter para tudo desandar”, completou Galhardo.

A agência de planejamento estatal da China afirmou que adotará um plano para aumentar a renda disponível neste ano e em 2020, buscando alimentar o consumo no momento em que a economia desacelera.

Na cena doméstica, as atenções permanecem voltadas para a tramitação da reforma da Previdência no Senado, onde terá primeiro de ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa para depois ir a plenário.

Atuação do BC

O Banco Central realizou nesta sessão leilão de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento outubro de 2019.

O BC anunciou nesta semana mudanças na forma de atuar no mercado de câmbio e vai passar a vender dólares à vista das reservas internacionais a partir da próxima quarta-feira (21). A operação será realizada até 29 de agosto. A autoridade monetária disse também que, de forma simultânea, fará leilões de swaps cambiais reversos, ou seja, venderá contratos em que prevê a recompra desses dólares no futuro.

Essas operações também ocorrerão junto com as operações que vem realizando nos últimos tempos, de leilões de swaps cambiais tradicionais – nesse caso, o BC, ao contrário, compra dólares no mercado futuro. Os swaps são utilizados como instrumento para proteção para investidores.

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