Dedé expõe revolta com expulsão e espera anulação de cartão para defender Cruzeiro no jogo de volta

Dedé saiu de campo mais cedo diante do Boca Juniors, na Bombonera. E de forma injusta. Ele se chocou de maneira involuntária com o goleiro Andrada, aos 24 minutos do segundo tempo, e foi expulso equivocadamente após o árbitro Éber Aquino rever o lance à beira do gramado, com o auxílio das imagens do VAR, e considerar que o zagueiro agrediu o goleiro argentino. Em entrevista na zona mista do estádio, o jogador cruzeirense revelou decepção e revolta com o lance.

– Estou muito (decepcionado). Estou revoltado. É lance forte, mas de jogo. Quem me conhece, vê meu futebol, sabe que não sou maldoso. Não tinha feito uma falta no jogo. Um lance de muita gente, nem olhei, nem sabia que tinha acertado o goleiro. Na hora que caí, vi que ele estava com o olho meio fora do lugar, tentei socorrer, me preocupei com o goleiro. No lance que bateu, nem senti dor na cabeça, pelo lugar que bati, assim, de cima para baixo. Estava com a cabeça baixa. A gente fica preocupado é que, mesmo com tanto recurso, o juiz me expulsa e deixa nosso time comprometido em um campeonato difícil como esse, que é nosso sonho.

E qual foi a justificativa do juiz ao mostrar o cartão vermelho? Dedé explica que o paraguaio se limitou a dizer que ele deu uma pancada muito forte em Andrada. O cruzeirense diz que, no momento da expulsão, chegou até a pensar que poderia ter usado o cotovelo sem notar.

– Na hora ele falou comigo que eu bati no cara com muita força. Eu achei que ele tinha falado que eu tinha dado uma cotovelada. Fiquei na dúvida comigo mesmo: “Será que dei uma cotovelada?, mas eu não senti, eu estava com o braço fechado.

Na Bombonera, o estrago está feito. Não tem como voltar atrás. Agora, é pensar no jogo de volta, no dia 4 de outubro, no Mineirão. E é justamente projetando esse duelo em Belo Horizonte que Dedé espera que a Conmebol minimize o erro de Éber Aquino, anulando a suspensão automática que o cartão vermelho causaria, deixando ele de fora do confronto.

– A gente sabe que o Cruzeiro tem os profissionais capacitados para rever a situação. Tomara que dê certo, que eles (Conmebol) analisem o lance e vejam que eu não fui com maldade . (…) Estou muito chateado. Não podemos ser tão precisos nas declarações, porque sabemos das punições, mas tomaram que revejam e absolvam a minha expulsão.

Surpresa até dos “hermanos”

Para justificar o equívoco do árbitro, Dedé utiliza até exemplos da atitude dos argentinos na hora da falta e depois da expulsão. De acordo com o zagueiro, até mesmo os jogadores do Boca Juniors não compreenderam o motivo do cartão vermelho.

– Se eu fosse na maldade, na cotovelada, os jogadores do Boca iriam juntar em mim e falar alguma coisa. Eles me agradeceram por eu ter pedido socorro e, quando fui expulso, me perguntaram o que aconteceu. Eles ficaram chocados pelo fato de eu ser expulso. Nem eles entenderam a expulsão.

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