Decisão do STF preocupa Planalto com reabertura do caso Flávio Bolsonaro

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Interlocutores próximos do presidente Jair Bolsonaro reconhecem que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que liberou uso de dados de órgãos de controle em investigações do Ministério Público e das polícias causará de imediato um desgaste político com a reabertura do caso do senador Flávio Bolsonaro.

A decisão do STF abre caminho para a reabertura de ao menos 935 processos que estavam paralisados, como o do senador Flávio Bolsonaro.

Em julho o ministro Dias Toffoli, presidente da Corte, decidiu suspender as investigações do país que utilizaram dados detalhados de órgãos de controle, como o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal, sem autorização prévia da Justiça. Nesta quinta-feira (28), isolado em seu posicionamento, Toffoli mudou o seu voto no final do julgamento.

A investigação que envolve o filho de Jair Bolsonaro faz parte da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que prendeu dez deputados estaduais.

No fim de 2018, relatório do Coaf apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, que havia atuado como motorista e assessor de Flávio Bolsonaro à época em que o parlamentar do PSL era deputado estadual.

Auxiliares próximos do presidente demonstram preocupação com o uso pela oposição da retomada das investigações envolvendo o filho dele.

“Independentemente do curso das investigações, o caso do Flávio voltará a ter visibilidade e ele voltará para a defensiva”, reconheceu um interlocutor próximo do presidente.

Toda estratégia da defesa do senador Flávio Bolsonaro estava voltada para pedir a anulação das investigações, caso o Supremo tivesse decidido pela restrição de compartilhamento de dados globais. Com o placar elástico em favor do compartilhamento de dados da Receita Federal e do UIF (antigo Coaf), essa tese da defesa perdeu força.

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