Crivella e ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços assinam acordo para uso de sistema que reduz custos de obras públicas

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, e o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, assinaram, nesta sexta-feira, 6 de julho, um Protocolo de Intenções para incentivar a adoção de um sistema de Modelagem da Informação da Construção – intitulado oficialmente como Building Information Modelling (BIM) – nas obras de engenharia e arquitetura que forem realizadas na cidade, dentro do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O objetivo é a redução dos custos das obras públicas, com controle tecnológico.  A assinatura foi no gabinete do prefeito, no Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova.

O BIM é um conjunto de tecnologias e processos que permite a utilização de modelos digitais de uma construção, o que reduz riscos e custos, porque favorece a realização de análises energéticas, acústicas e estruturais antes da execução da obra. A partir de simulações é possível prevenir, por exemplo, com mais eficácia, eventuais erros e corrigir inconsistências já na fase de planejamento. O sistema aumenta a confiabilidade dos projetos, com controle preciso das obras, maior produtividade e economia de recursos.

– A indústria da construção civil é uma das nossas esperanças de recuperação de empregos no Rio de Janeiro. Há muito a fazer na nossa infraestrutura, e, certamente, muitas vagas de trabalho serão criadas – destacou Crivella, enumerando os benefícios do BIM para a eficiência das obras e a transparência no trato com a coisa pública. – A Agência de Fomento do Município tem articulado contribuições com as empresas de tecnologia e já temos os primeiros resultados dessas parcerias, como a doação de softwares pela Autodesk para as graduações de engenharia, arquitetura e outros cursos. Estamos empenhados em retomar a economia com a adoção de novas tecnologias – acrescentou o prefeito.

O ministro Marcos Jorge fez questão de enaltecer o pioneirismo da cidade

– O município do Rio de Janeiro é o primeiro a fazer a adesão ao modelo do BIM, proposto nacionalmente pelo Ministério. Os pontos que eu destacaria são a redução nos gastos públicos e a maior eficiência da construção civil, com o sistema – concluiu.

Em maio deste ano, o Governo Federal lançou, por meio do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a Estratégia Nacional para Disseminação do BIM (“Estratégia BIM BR”). Os objetivos, segundo o Governo Federal, são os seguintes: reduzir custos da construção em 9,7%; aumentar a produtividade em 10%; multiplicar por 10 a adoção do BIM pela construção civil (em dez anos, a meta é que o PIB do setor seja acrescido em 28,9%).

– O Rio será sede, em 2020, de uma reunião mundial de arquitetura, voltada para essa combinação entre arquitetura e tecnologia. O BIM vai servir para que o Rio de Janeiro seja vitrine para o Brasil e se transforme de fato numa cidade inteligente – comentou o empresário Paulo Protasio, presidente da Agência de Fomento do Município, a Fomenta Rio.

Segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o percentual de empresas da construção que haviam implantado BIM em suas rotinas de trabalho chegava a 9,2% no começo de 2018. Juntas, essas empresas correspondem a 5% do PIB da construção civil. A cadeia da construção inclui cerca de 215 mil estabelecimentos espalhados por todo o território brasileiro.

Para impulsionar a adoção da modelagem no país, estão previstas medidas como a difusão do conceito BIM, estruturação do setor público, ampliação da rede de comunicação de dados e a criação de requisitos BIM para compras governamentais. Inclui, ainda, a capacitação de profissionais do setor público e da elaboração e atualização de guias para edificações e infraestrutura.

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