Crivella dá posse a novos secretários de ordem pública e transporte

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, afirmou nesta sexta-feira, dia 18 de outubro, ao dar posse ao novo secretário municipal de Ordem Pública (Seop), Gutemberg Fonseca, e a seu antecessor, Paulo Amendola, agora na função de secretário municipal de Transportes (SMTR), que a maior obra de seu governo foi não deixar o município quebrar. Antes da solenidade, no Palácio da Cidade, em Botafogo, Crivella conversou com jornalistas sobre as dívidas deixadas pela gestão anterior e a negociação com o BNDES. Falou também da CPI das Enchentes, na Câmara Municipal, e do trabalho de recuperação de encostas na Avenida Niemeyer.

– A maior obra do meu governo foi não deixar o Rio quebrar, como o Estado quebrou – destacou Crivella. 

O prefeito acrescentou:

– A Globo sempre disse que o Eduardo Paes não deixou dívida. Por que o BNDES está me cobrando, se não tem dívida? O Rio herdou uma dívida enorme. Ficaram R$ 6,8 bilhões para serem pagos. Já pagamos R$ 4,8 bilhões. A prestação de agora do BNDES, por questão de prioridade, nós pedimos ao banco para pagar em fevereiro do ano que vem, quando chegar o IPTU. A Prefeitura precisa honrar o 13º salário e fazer investimentos inadiáveis para preparar a cidade para o verão. O BNDES vai receber esses recursos em fevereiro, e com juros. São dívidas de uma gestão temerária, ousada e que deixou o Rio numa crise enorme. Mas não há calote, e, sim, uma negociação em curso. O Rio está bem, não tem atraso de salários, estamos pagando despesas de hospitais e escolas, estamos arrecadando o que estava previsto, estamos fazendo grandes operações.

Em relação à CPI das Enchentes, Crivella ressaltou que quatro dos cinco membros da comissão são de oposição. E que espera, no processo sobre as obras de emergência na Avenida Niemeyer, o parecer isento e técnico do Tribunal de Contas do Município (TCM).

– É uma CPI que, dos cinco membros, quatro são da oposição. Não é CPI das Enchentes, é CPI da Oposição. Espero o parecer do TCM. É ali que, sem oposição e sem governo, isso será dirimido de maneira sensata, com os números. Tínhamos que fazer as obras na Niemeyer, e elas foram feitas, seguindo o Sistema de Custos de Obras (SCO) da Prefeitura. Não há superfaturamento nem sobrepreço. O que não houve foi um processo de licitação formal, porque era uma emergência, e a lei prevê isso – esclareceu.

Posses dos novos secretários

Crivella elogiou os dois novos secretários que tomaram posse. E desejou sucesso nos desafios que cada um deles terá pela frente.

– Amendola e Gutemberg somam de maneira imprescindível para nosso governo. São pessoas forjadas pelas trajetórias de suas vidas para encontrar soluções – declarou o prefeito.

Carioca, casado, 46 anos, pai de dois filhos, Gutemberg Fonseca, novo secretário municipal de Ordem Pública, tem formação em Gestão Pública e MBA em Administração e Marketing. Foi secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro e tem experiência também juntos aos governos municipais de São João de Meriti e Japeri, na Baixada Fluminense. Atuou ainda como chefe de gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e como diretor de marketing na Secretaria Estadual de Turismo.

– A gente chega com muita vontade de trabalhar. A gente precisa de união entre os governos federal, estadual e municipal. Estou aqui para cumprir a missão. E à frente dessa secretaria tão importante, não vão faltar disposição e força de vontade – afirmou Fonseca.

Paulo Amendola, ao ser também empossado, destacou que manterá, como secretário de Transportes, o mesmo empenho que demonstrou desde oprimeiro dia da gestão Crivella, à frente da Seop.

– A resposta que temos dado, desde o início do governo, é com esforço e trabalho. Agora, na Secretaria de Transportes, o prefeito confia a mim um novo desafio. Agradeço imensamente a confiança – declarou Amendola.

Coronel reformado da Polícia Militar, Amendola, 75 anos, tem formação em Direito e construiu carreira na área de segurança pública. Entre as principais atuações, passou por diversas unidades da PM, Secretaria de Estado de Segurança e Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. É criador do Bope (Batalhão de Operações Especiais), unidade que comandou por dois anos. Em sua primeira passagem pela Prefeitura do Rio, implantou a Guarda Municipal, por ele comandada de 1993 a 2000. Em janeiro de 2017, assumiu o cargo de secretário municipal de Ordem Pública, que deixa agora para chefiar a SMTR. 

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