Corpo do jornalista Gil Gomes foi enterrado na manhã desta quarta em Guarulhos

O corpo do jornalista Gil Gomes, de 78 anos, foi enterrado na manhã desta quarta-feira (17) no Cemitério Vertical de Guarulhos, na Grande São Paulo. O sepultamento ocorreu às 10h.

O corpo do jornalista que marcou a história do jornalismo policial foi velado durante a madrugada na Capela Obelisco, em frente ao Parque Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo.

Gil Gomes morreu na madrugada de terça-feira (16) no Hospital São Paulo, na Vila Clementino, Zona Sul. Ele enfrentava um câncer de pâncreas e há mais de dez anos tinha sido diagnosticado com Mal de Parkinson.

Na noite de segunda (15), o jornalista passou mal em sua casa, no bairro Jardim da Saúde, Zona Sul da capital. Ele foi socorrido por equipe do Samu e levado para o pronto-socorro. Ele deixa 4 filhos e 9 netos.

“Quando a gente está com pessoas queridas a volta, pessoa que amam, às vezes a dor ameniza muito mais. e ele estava com os familiares, os amigos, os colegas de trabalho, Eu acredito que isso possa, que isso veio a amenizar muito a dor que ele estava sentindo. o amor é o carinho que todos deram a ele”, afirmou Daniel Gil Gomes, filho do jornalista.

O local definido para o velório, embaixo do Obelisco, um dos símbolos da cidade de São Paulo, se deve ao fato de o pai e o sogro de Gil Gomes terem lutado na Revolução Constitucionalista de 1932.

Perfil de Gil Gomes

Paulistano da Mooca, Cândido Gil Gomes Jr. nasceu em 1940. Dono de uma voz potente, começou a carreira jornalística aos 18 anos, em uma rádio, como locutor esportivo narrando jogos de futebol na rádio Progresso. Foi ouvindo os locutores de rádio e narrando futebol que ele conseguiu superar a gagueira.

Na época, não pensava em cobrir crimes. “Polícia sempre me cheirara a coisa de mundo cão”, disse em entrevista à “Folha de S.Paulo” em 2008.

A entrada no “mundo cão” ocorreu em 1968, na Rádio Marconi. Lá, deixou a crônica esportiva para cobrir reportagens de temas variados. Se destacou ao cobrir, ao vivo, um caso de agressão sexual ocorrido no prédio onde trabalhava.

A partir daí, aprimorou a narrativa que o marcou na crônica policial brasileira.Dez anos depois, mais experiente, passou por vários rádios, inclusive a Rádio Globo.

Nos anos 90 integrou a equipe do popular “Aqui Agora”, do SBT. Manteve no vídeo a entonação de suspense que criou no rádio, acrescentando ao estilo um gesto circular que fazia com a mão e camisas com estampas coloridas. Depois do “Aqui Agora”, trabalhou em outras emissoras.

Gil Gomes ficou afastado da TV por mais de 10 anos devido a problemas de saúde relacionados ao Mal de Parkinson, doença diagnosticada em 2005. Em 2016, aos 76 anos, foi convidado a participar com comentários em um programa de TV patrocinado por uma rede de farmácias.

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