Coronavírus muda planos de Tite para a seleção nos próximos dois anos

Tite, técnico da seleção

Se não fosse a pandemia, Tite a essa hora estaria em um quarto de hotel do Recife, pensando como a seleção brasileira se comportaria diante da Bolívia, no primeiro jogo pelas Eliminatórias da Copa do Mundo do Qatar. Mas os planos mudaram. O coronavírus afetou hábitos, eventos e o planejamento do treinador do Brasil. É possível enxergar impacto direto nos próximos dois anos.

Tite e sua comissão técnica precisarão de uma reformulação dentro de um processo natural de reajuste da seleção já em curso desde a Copa do Mundo 2018 e passou pelo título da Copa América 2019.

Contra a Bolívia e o Peru, em jogos inicialmente agendados para esta sexta-feira e a próxima terça, Tite apostaria no grupo no qual via a força máxima do Brasil. Os testes já tinham ficado nos amistosos do segundo semestre de 2019 – em seis, a seleção venceu só um, o último, contra a Coreia do Sul.

Com uma pressão externa e interna para melhora de desempenho, a margem para desperdiçar pontos na caminhada rumo ao Mundial ficou reduzidíssima. Seria a primeira convocação do meio-campista Bruno Guimarães com a principal e a junção na amarelinha do trio do Flamengo – Gabigol, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro.

Mas a data Fifa de março não resistiu à pandemia. Com esse cenário, a Conmebol pediu à Fifa que as Eliminatórias só comecem em setembro. No calendário original, haveria uma mudança de foco entre a segunda e a terceira rodada das Eliminatórias por causa da Copa América. Mas o torneio continental de seleções passou para 11 de junho de 2021. Ou seja, haverá uma sequência de seis partidas das Eliminatórias até o fim de 2020, chance para que a seleção volte a engrenar.

Em relação à Copa América, já havia a decisão de que a preparação seria nos Estados Unidos – o pacote incluiria dois amistosos em junho, provavelmente em Orlando e em Chicago. Mas os acordos não chegaram a ser concretizados. Agora, a própria existência da data Fifa no meio do ano virou incógnita diante da necessidade mundial de adaptação do calendários para os torneios de clubes.

Nas poucas dicas que deu sobre a Copa América, Tite deixou em aberto a possibilidade de retomar testes, tirando peso da competição, já que o troféu ficou com o Brasil no ano passado, em casa. A transferência para 2021 pode significar uma mudança de rumo tanto em relação à montagem da equipe quanto ao peso que a Copa América terá.

Sem a certeza exata de quando poderá convocar jogadores novamente, a comissão técnica da seleção teve uma teleconferência na última quarta-feira, algo que se repetirá semanalmente. Segundo a CBF, os integrantes conversaram por cerca de duas horas. Entre os temas, “o desenvolvimento de materiais que reforcem a metodologia de treinamento e as ideias de jogo da seleção”. Em temos de isolamento, a saída é apostar no universo digital.

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