Com títulos e reconhecimento, Gerson completa um ano no Flamengo: “Mudou minha vida”

Neste domingo, dia do primeiro jogo da final do Carioca, contra o Fluminense, Gerson completa um ano de seu anúncio pelo Flamengo. Os questionamentos sobre o alto valor pago pelo clube logo desapareceram. Vieram as vitórias, o reconhecimento e os títulos. O estadual pode ser o quinto em tão pouco tempo.

– O Flamengo mudou a minha vida. Considero a melhor decisão que já tomei – disse o volante.

Gerson pertencia ao Roma e foi emprestado para Fiorentina. O primeiro contato com o Flamengo foi uma reunião em sua casa, com o vice Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel. Depois, recebeu uma ligação de Jorge Jesus. Nela, o mister disse acompanhava sua carreira e explicou como poderia se encaixar no time.

O volante teve que voltar para Itália para fazer pré-temporada com o Roma, mas ligava constantemente para o pai, Marcos Silva, para saber notícias da negociação. O Flamengo conseguiu comprá-lo por € 11,8 milhões (cerca de R$ 49,7 milhões na ocasião), e Gerson já saiu pelas ruas da capital italiana vestindo rubro-negro.

Gerson sempre pedia para que o pai o levasse para o Flamengo, e que em campo ele resolveria. Cumpriu a promessa.

Confira a entrevista com Gerson:

GE: Em um ano, o quanto o Flamengo mudou sua vida profissional?

Gerson: Sou um novo jogador e devo essa mudança ao Flamengo. Esse tempo aqui me fez crescer como atleta e pessoa. Hoje sou um atleta comprometido com o que acontece dentro de campo e fora dele. O Flamengo mudou a minha vida. Considero a decisão de vir para o Flamengo como a melhor que já tomei na minha carreira e vida. Além das conquistas, evolui muito como pessoa.

Para quem tem uma relação afetiva com o Flamengo desde criança, qual o grau de satisfação de ter conquistado Brasileiro, Libertadores, Supercopa, Recopa… tudo em tão pouco tempo?

Eu costumo brincar que parece que a ficha ainda não caiu. Acredito que só daqui a uns anos, quando estiver pensando na carreira e nos títulos, vou ter noção de tudo isso que aconteceu em um ano. Conquistei dois dos maiores campeonatos do mundo, joguei um Mundial e isso tudo no meu time do coração.

Acho que mais prazeroso do que todas essas conquistas, e espero que venham mais, será no futuro estar com a minha filha e mostrar o pai dela em vários pôsteres de campeão. Quando isso acontecer, terei a certeza do tamanho de tudo isso que construí em apenas um ano de clube.

Ter voltado para o Brasil e para o Rio, perto da família e amigos, foi decisivo também para dar uma reviravolta na carreira?

Precisava me sentir importante e acolhido. No Flamengo encontrei tudo isso. Desde a primeira ligação da diretoria senti que o que eles estavam me oferecendo era verdadeiro. Lembro que eu perturbava o meu pai toda hora perguntando como estavam as negociações. Quando soube do interesse do Flamengo, não conseguia pensar em mais nada. Tinha a certeza que a motivação de estar defendendo o meu clube de coração seria um combustível para alavancar a minha carreira. Agradeço demais a diretoria pelo esforço que fez e, claro, a toda nação pelo carinho desde o primeiro dia. O calor humano da torcida me faz querer ser melhor do que antes todos os dias.

Nesse um ano de Flamengo, quais as lembranças que ficarão para sempre?

A primeira vez que entrei no Maracanã lotado e a torcida gritando “Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Mengooo”. “Pra cima deles, Mengooooo”. Não tem como não se arrepiar. Eu tinha noção que era sensacional, mas dentro de campo é ainda mais. Além desse momento, claro, os títulos. Chegar e em seis meses conquistar Libertadores e Brasileiro não tem como não lembrar com carinho.

Tem a final da Recopa que fiz dois gols. Alguns são mais, como estes que citei, mas cada momento de Flamengo até aqui eu vivi intensamente e foi inesquecível.

Por causa da pandemia, a reta final do Carioca está sendo disputada sem torcida. Apesar disso, qual seria o peso para você, que é do Rio, de conquistar o Carioca? Ainda mais contra o clube onde foi revelado.

Título é título. E toda conquista é especial. No Flamengo temos que entrar sempre pensando em conquistar e é nisso que o grupo está focado. Ter mais essa conquista é importante demais para a gente. Vamos entrar focados e buscando o nosso melhor jogo.

O que um clube precisaria fazer para tirar o Gerson do Flamengo no futuro?

Hoje, com um ano de Flamengo, posso garantir que nunca conversei com nenhum outro clube. Meu foco está totalmente voltado para o Flamengo. Me sinto em casa, estou feliz, sou querido e estou em um clube que não deve nada para os europeus. Não podemos fechar portas, o futebol mostra isso, mas hoje eu sou muito feliz e realizado de estar no meu clube do coração. Me reencontrei aqui e quero ter ainda mais conquistas com essa camisa.

Gol Gerson, Flamengo x Boavista — Foto: NAYRA HALM/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

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