Com Rafinha de saída, Flamengo revive carência na lateral e tem leque de opções reduzido

A iminente saída de Rafinha para defender o Olympiakos, da Grécia, pegou a diretoria do Flamengo de surpresa. E no pior momento possível. Com a janela de transferências internacionais fechada até 13 de outubro, a alternativa será procurar jogadores que atuam no Brasil ou que estão sem contrato.

Rafinha durante o treino de quinta-feira, no CT do Goiás — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Sem Rafinha, João Lucas é o único especialista da posição no atual elenco, além de Matheuzinho, do sub-20, que provavelmente será efetivado entre os profissionais.

Além da dificuldade de reposição, a ausência de Rafinha contribui para deixar os bastidores, que já estavam agitados com as duas derrotas de Dome nos dois primeiros jogos, ainda mais em ebulição. O experiente lateral havia trabalhado com o catalão no Bayern de Munique e era visto como um facilitador em sua adaptação.

João Lucas no treino do Flamengo — Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Após a despedida de Léo Moura, a contratação de Rafinha havia encerrado um longo período de problemas na lateral direita, com jogadores que alternaram muitos altos e baixos e não deixaram saudades na torcida, como Rodinei e Pará.

João Lucas foi contratado em maio de 2019 depois de disputar o Carioca pelo Bangu. Até agora, tem 12 jogos pelo Flamengo. Considerado inexperiente, teve poucas chances com Jorge Jesus. Contra o Atlético-GO, na última quarta-feira, Domènec Torrent preferiu improvisar Rodrigo Caio a utilizá-lo.

A outra opção no atual elenco é Matheuzinho, de 19 anos. Ele começou no Londrina, se destacou e foi contratado pelo Flamengo para atuar pelo sub-20. Apesar de ser apontado como uma promessa, não convenceu Jesus a efetivá-lo no time principal. Disputou apenas três partidas com a camisa do clube. Com a saída de Rafinha, a tendência é ganhar espaço.

 

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