Cedae exonera chefe da Estação de Tratamento de Água do Guandu após crise no fornecimento

A Estação de Tratamento de Água Guandu

Após 12 dias de crise no fornecimento de água, com críticas quanto à sua qualidade, a Cedae decidiu exonerar o chefe da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, Júlio César Antunes, que acumula 30 anos na empresa. A decisão foi tomada no mesmo dia em que o governador Wilson Witzel, por meio de suas redes sociais, criticou a companhia: “São inadmissíveis os transtornos que a população vem sofrendo por causa do problema na água fornecida pela Cedae”, escreveu Witzel no Twitter. O governador disse ainda que determinou “apuração rigorosa tanto da qualidade da água quanto dos processos de gestão da companhia”.

A informação sobre a exoneração de Júlio César Antunes foi publicada no site do jornal “Correio da Manhã” e confirmada pelo GLOBO por uma fonte do primeiro escalão do governo. Presidente da Cedae, Hélio Cabral anunciará outras medidas que serão tomadas nesta quarta-feira (15), em entrevista coletiva que concederá ao lado de funcionários do corpo técnico da empresa.

Moradores do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense relatam, há 11 dias, problemas com a água fornecida pela Cedae. Gosto de terra, coloração barrenta ou com aspecto de suja e ainda um forte odor são algumas das reclamações diárias. Um levantamento feito pelo GLOBO mostrou que, até o momento, residentes em 46 bairros do Rio e de seis cidades da Baixada se queixaram do abastecimento da estatal.

São Cristóvão, na Zona Norte, foi o primeiro bairro com denúncias de moradores. Com o decorrer dos dias, outros locais da região e da Zona Oeste registraram os mesmos problemas. Atualmente, as queixas atingem todas as áreas da capital.

Nesta terça-feira, a vereadora Vera Lins (Progressista) — que é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores do Rio — encaminhou ao procurador-geral de Justiça do Estado do Rio um pedido de abertura de inquérito civil público contra a Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae). O objetivo é responsabilizar a empresa por transtornos causados no abastecimento de água.

Ela pede também que sejam apuradas as denúncias de contaminação e de baixa qualidade da água destinada ao consumo da população, problemas que estariam levando inúmeros consumidores aos postos de saúde.

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