Caso Marielle: PM e advogada viram réus por tentar obstruir investigação

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A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público fluminense (MPRJ) contra o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o “Ferreirinha” e a advogada Camila Lima Nogueira, segundo apurado pela GloboNews nesta sexta-feira (12).

Ambos são suspeitos de integrarem uma organização criminosa que teria tentado atrapalhar as investigações da polícia sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.

A denúncia foi apresentada à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime (Gaeco) do MPRJ, que confirmou nesta sexta, em nota, ter oferecido a denúncia.

No entanto, “em razão do segredo judicial decretado”, o órgão comunicou que não poderia dar mais detalhes sobre o caso.

O Tribunal de Justiça estadual informou, também em nota, que “o processo corre em segredo de justiça”. Por isso, diz o texto, a assessoria do tribunal não pode acessar as decisões e despachos do juiz.

A informação de que “Ferreirinha” e a advogada Camila Nogueira passaram à condição de réus foi antecipada pelo UOL e confirmada pela GloboNews.

“Ferreirinha” foi preso no fim de maio durante uma operação da Polícia Civil e do MPRJ para desarticular uma milícia que era comandada por Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.

PF apontou interferência de ‘Ferreirinha’

Um relatório da Polícia Federal (PF) sobre a investigação das mortes de Marielle e Anderson Gomes apontou o PM Rodrigo Jorge Ferreira, o “Ferreirinha”, como responsável por atrapalhar os trabalhos da Polícia Civil do Rio. A existência do documento foi revelada pelo G1 no fim de maio.

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