Cano fala de medo da Covid-19 e saudade da torcida do Vasco

Em entrevista nesta semana ao canal argentino TYC Sports, o atacante Germán Cano, artilheiro do Vasco em 2020 com cinco gols, falou do medo de ir às ruas por conta da Covid-19. Em papo com o GloboEsporte.com com duração de exatos 14 minutos, número que o gringo leva às costas, voltou a falar da preocupação com o vírus, mas também botou para fora o quanto sente falta da torcida vascaína.

A palavra “saudade” não existe em espanhol, mas, após ser apresentado e adicioná-la ao seu portunhol em desenvolvimento, nem pensou duas vezes. Até cantou para expressar o quanto gostaria de rever os vascaínos em São Januário o mais rapidamente.

– Sinto muita falta de quando a torcida canta: “Uh, tá maneiro, Germán Cano é artilheiro”. E fazer gols. A torcida do Vasco cantou essa música e ficou marcado no meu coração. Sinto muito falta disso e de entrar em São Januário para jogar e fazer muitos gols. Sinto muita falta – insistiu o centroavante.
Germán Cano comemora gol pelo Vasco — Foto: André Durão

Aliás, você escuta Cano cantando a música dele e respondendo a outras perguntas no Podcast GE Vasco #50 a ser publicado no início da tarde desta quarta-feira.

Após dois dias de avaliações e exames em São Januário nesta semana, Cano afirma ainda estar se acostumando com as novidades, mas revela satisfação com coisas simples.

– O sentimento é estranho, mas por outro lado estou contente porque já pude colocar a chuteira e pude pisar na grama. É importante começar a fazer o trabalho de campo, mas tudo é um pouco estranho por tudo que está acontecendo no mundo.

Cano também tratou de tranquilizar vascaínos que temem perdê-los diante do fato de o Vasco não ter pago salários a uma parte do elenco em 2020. Sair do clube por agora é algo que rechaça por completo.

– Não passa pela minha cabeça sair do Vasco. Vim para cá para fazer história, não quero sair agora. Quero ficar por muito tempo no Vasco, ter esse carinho de toda a torcida sempre fazendo gols ou não.

Confira outros tópicos do papo com Cano:

Você falou à TYC Sports, da Argentina, do medo de ir às ruas. Como está convivendo com essa situação?

Estou bem e minha família também, o que é importante. Estamos com saúde, e isso é o principal. Obviamente todo mundo tem medo por conta deste vírus que está assustando a sociedade não só aqui no Brasil, mas no mundo inteiro. Está morrendo muita gente. Temos que ter o cuidado necessário porque qualquer um pode se infectar e contagiar a família.

Idas às ruas com máscaras

Fui ao supermercado e à farmácia sempre com máscara. Mas não saí muito porque temos que ficar em casa protegidos. O medo sempre vai existir porque não sabemos como esse vírus pode nos afetar.

Como foi a reapresentação junto aos jogadores em São Januário?

Muito boa. É estranho, porque algo é tudo muito diferente em relação ao que era antes. Treinar com cinco companheiros e com cinco ou seis metros de distância é estranho. Quando chegava ao treinamento, você cumprimentava os companheiros, se abraçava e agora não se pode fazer isso.

O sentimento é estranho, mas por outro lado estou contente porque já pude colocar a chuteira e pude pisar na grama. É importante começar a fazer o trabalho de campo, mas tudo é um pouco estranho por tudo que está acontecendo no mundo.

Você relatou ter perdido cerca de três quilos ao canal “Atenção, Vascaínos”. Ficou feliz por isso ou foi uma perda muscular?

Há mais de dois meses que estou treinando em minha casa. Estive muito bem porque o preparador físico do Vasco enviou para mim um trabalho personalizado.

Tinha um objetivo de perder dois ou três quilos para estar muito melhor e voltar um pouco mais fininho (falou em português). Me sentia um pouquinho pesado e queria abaixar dois ou três quilos para estar bem em forma. Estou contento porque me sinto mais magrinho, que era o que eu queria.

Como não tem encontrado os companheiros, você certamente perdeu um pouco no português, não?

Perdi sim, porque não tenho contato com ninguém. Está sendo um pouquinho muito difícil. Antes eu podia falar tudo com os companheiros, agora é um pouquinho mais difícil. Mas assistimos ao noticiário o tempo inteiro para não perder o português e entender o que estão falando.

O que mais sente saudade do Vasco no momento?

Sinto muita falta de quando a torcida canta: “Uh, tá maneiro, Germán Cano é artilheiro”. E fazer gols. A torcida do Vasco cantou essa música e ficou marcado no meu coração. Sinto muito falta disso e de entrar em São Januário para jogar e fazer muitos gols. Sinto muita falta.

A torcida cantou em sua música em sua chegada ao Rio, em 6 de janeiro. Lhe marcou desde o primeiro dia de Vasco, certo?

Sim. Me envolvi completamente com essa música porque desde que cheguei não parei de ver vídeos cantando essa canção. Ficou marcada no meu coração, e eu nunca esquecerei o carinho de toda a torcida do Vasco. Aqui ninguém me conhecia, e o Vasco me abriu as portas. Peguei muito carinho por eles.

Qual o gol mais especial pelo Vasco?

Gostei muito do primeiro por ser o primeiro, de cabeça (contra o Boavista). Gostei muito também do que fiz em São Januário, pela Copa Sul-Americana, em que o Talles Magno me deu o passe. Pude fazer o gol e nós vencemos. Foi uma noite muito especial para mim porque fazer um gol em São Januário é uma sensação muito linda.

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