Câmara promove 7º Encontro de Diabetes Infantil em Duque de Caxias

O Brasil tem mais de 14 milhões de pessoas vivendo com diabetes e, de acordo com o International Diabetes Federation (IDF), ocupa o 3º lugar no ranking mundial em número de crianças e adolescentes com diabetes tipo1. Somente no Hospital Infantil de Duque de Caxias há 120 crianças em tratamento e para promover a conscientização da população, especialmente dos pais, a Câmara Municipal promoveu nesta sexta-feira, dia 7, o 7º Encontro de Diabetes Infantil.

“Vamos instituir esse importante evento no calendário da Comissão de Saúde da Câmara para que cada vez mais pessoas tenham acesso a esse tipo de informação e se conscientizem que se trata de uma doença silenciosa que precisa de muita atenção para ser detectada o quanto antes. Quando se trata de crianças, o coração aperta ainda mais, porque é uma fase complicada, e ver que temos profissionais dedicados a essa causa e a esses pacientes no nosso Município nos enche de alegria”, afirmou a vereadora Juliana do Táxi, presidente da Comissão de Saúde.

“O objetivo desse evento é proporcionar a troca de experiências e de conhecimento, mostrando o impacto da diabetes infantil na família e promovendo a conscientização para o cuidado”, disse a presidente da Cruz Vermelha de Duque de Caxias, Sônia Cristina.

Diretora do Hospital Infantil Ismélia Silveira, a médica Marta Correia Costa falou sobre o programa de diabetes. “Temos uma equipe muito orgulhosa desse programa e comprometida em fazer o melhor pela população, especialmente pelas crianças. Estamos sempre trabalhando para melhorar e ampliar o programa.”

O conselheiro municipal de saúde Antônio Pereira Santos é enfermeiro e coordena o programa de diabetes no Hospital Infantil. “Tudo o que fazemos lá é resultado do trabalho de uma equipe que se ajuda e troca informação. É muito importante trazer essa discussão para a Câmara Municipal e ter o compromisso da Comissão de Saúde. Acredito que estamos criando aqui uma parceria de sucesso em prol dos pacientes com diabetes.”

Endocrinologista do Hospital Infantil, a médica Lyvia Kalil palestrou durante o encontro e apontou a principal dificuldade no tratamento da diabetes infantil. “A escola não quer se comprometer com crianças que tenham diabetes tipo1 por conta das limitações e o que a gente tenta fazer é adequar a aplicação de insulina fora do horário escolar. Os pais precisam desde o diagnóstico deixar a escola avisada, até pela necessidade de flexibilizar horários, pois a criança vai mais ao banheiro e tem horário certo para comer. É importante ter uma cartilha direcionada ao professor para expandir conhecimento e quebrar barreiras, uma vez que o colégio precisa estar integrado nesse tratamento.”

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