Bolsonaro critica jornalistas novamente: “só sabem fazer maldade”

Na última segunda-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com médicos e alguns outros políticos no evento chamado de “vencendo a Covid-19”, no Palácio do Planalto. No evento, estavam aqueles que apoiam o uso da hidroxicloroquina como remédio para o tratamento do coronavírus, mesmo sem nenhuma comprovação científica, como o ex-ministro da Cidadania e deputado federal Osmar Terra (MDB-PR). No local, o presidente ofendeu mais vezes alguns jornalistas e não mencionou as inúmeras famílias ou vítimas do coronavírus no país.

“Quando pega num bundão de vocês a chance de sobreviver é bem menor”, foi uma das declarações de Bolsonaro aos profissionais da imprensa na cerimônia. 

Bolsonaro ainda disse que os profissionais da imprensa só sabem “fazer maldade” e “usam a caneta com maldade em grande parte”. No entanto, para ele, existem exceções. “Tem exceções como aqui o Alexandre Garcia. A chance de (um jornalista) sobreviver é bem menor do que a minha. E quem falou ‘gripezinha’ foi o Dráuzio Varella, deixar bem claro. E depois eu fui atrás”, afirmou o presidente. Vale lembrar que Bolsonaro ameaçou um jornalista, no último fim de semana, afirmando que queria encher o mesmo de “porrada”. O presidente falou sobre o tema no evento "vencendo a covid-19", no Palácio do Planalto

Bolsonaro também aproveitou a ocasião para falar novamente sobre uma frase antiga dita em março na qual ele afirmava que ele tinha “histórico de atleta” e por isso não teria uma infecção grave do coronavírus. Vale lembrar que Bolsonaro foi um dos que apresentou exames positivos para a doença.

Na época da declaração acima, ele foi questionado pela imprensa. Na ocasião da última segunda-feira (24), ele se defendeu afirmando que “sempre foi atleta das Forças Armadas”, mas que a sua declaração e o seu histórico foram usados como forma de “deboche pela mídia”. “Aquela história de atleta né, que o pessoal da imprensa vai para o deboche, mas quando pega num bundão de vocês a chance de sobreviver é bem menor”, disse ele.

O presidente aproveitou o evento para falar sobre a atuação dos exs-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, que foram exonerados durante a pandemia. 

No final do evento, Bolsonaro e os médicos e políticos que estavam no local se aglomeraram para tirar fotos, todos usando máscaras. O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, não estava no local, pois está em uma viagem no Ceará, mas o evento contou com a presença de Nise Yamaguchi e Luciano Dias Azevedo. 

Vale lembrar que, na última segunda-feira (24), no dia do evento, o Brasil registrou  115.451 mortes pelo coronavírus e 3.627.217 casos confirmados de pacientes com a doença. 

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