Bolsonaro acusa Doria de aumentar impostos durante a pandemia

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por aumentar impostos durante a pandemia. O presidente citou especificamente alíquotas que iriam incidir sob a cesta básica. O governo do estado afirma, no entanto, que a mudança tributária não afetará esses itens.

A nova crítica de Bolsonaro nesta terça-feira é mais um episódio da disputa política entre os dois, que tem se intensificado nas últimas semanas, com questões ligadas à pandemia, como a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 e o cancelamento da compra do imunizante chinês produzido em parceria com o governo de São Paulo. Os desentendimentos têm como contexto a intenção de ambos na corrida presidencial nas eleições de 2022.

 

— Tem um estado que aumentou imposto no Brasil, alguém sabe quem é? São Paulo. São Paulo aumentou barbaramente produtos da cesta básica, lamentavelmente. Tá cobrando imposto até do cara que tem deficiência que tá comprando o carro, uma barbaridade — afirmou Bolsonaro, acrescentando:

— Nós, sim, fizemos o que tinha de fazer, não aumentamos impostos, muito pelo contrário. Agora, um estado ou outro, que é o mais importante da economia do Brasil dá esse péssimo exemplo aumentando impostos — disse, durante cerimônia de hasteamento da bandeira, no Palácio da Alvorada.

De acordo com o governo de São Paulo, a lei sancionada em 16 de outubro que prevê a redução de 20% dos benefícios fiscais relacionados ao ICMS, durante dois anos, não incide sob produtos da cesta básica e remédios.

Durante a conversa com apoiadores, Bolsonaro também afirmou que empresas foram destruídas “naquelas história do ‘fica em casa'”.

— Lembra que eu falava “tem que tratar do vírus e da economia”? E o pessoal dando pancada em mim — disse, completando:

— Se não é o trabalho da equipe econômica, do auxílio emergencial, socorro a micro e pequenas empresas, rolagem de dívida de estados…

Disputa por vacina

Na quarta-feira passada, menos de 24 horas após o Ministério da Saúde anunciar que tinha a intenção de adquirir 46 milhões de doses da Coronavac, vacina candidata contra a Covid-19 do laboratório chinês Sinovac Biotech testada no Brasil pelo Instituto Butantan, o presidente Jair Bolsonaro desautorizou o ministro Eduardo Pazuello e afirmou que o imunizante contra o novo coronavírus “não será comprado” pelo governo brasileiro.

A vacina desenvolvida pelo laboratório chinês sofre críticas de apoiadores do governo que a relacionam ao regime comunista. Além disso, o imunizante é produzido no Brasil em parceria com o governo de Doria, vocal crítico da gestão da crise provocada pela pandemia pelo presidente.

 

 

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