Aumento de casos e internações acende alerta para prevenção à covid-19 em Petrópolis

O aumento no número de casos confirmados de covid-19 na cidade já reflete na ocupação de leitos clínicos e de UTI exclusivos para a doença – cujas taxas vem crescendo nas últimas semanas. Nos últimos 14 dias o percentual de leitos de UTI ocupados subiu, passando de 25,84% em 23 de outubro, para 36,59% ontem. Somente entre terça e quarta-feira 10 pacientes com covid-19  precisaram de internação, sendo cinco deles em leitos de UTI. A análise de resultados das testagens também mostra que a doença ainda avança na cidade. Dados referentes aos resultados positivos divulgados pela prefeitura mostram que o percentual de pessoas cujos casos foram confirmados aumentou de 4,9% para 17,8% – mais de quatro vezes –  se comparados os resultados de testes nos períodos entre 4 de setembro e 4 de outubro, e 4 de outubro e 4 de novembro. Entre setembro e outubro o município realizou 20.129 testes, dos quais 987 tiveram resultados positivos. Já entre outubro e novembro, dos 5.790 testes realizados, 1.035 tiveram confirmação para a doença.

Os números  acendem o sinal de alerta para que a população não abandone os cuidados de higiene sanitária necessários para prevenir disseminação do novo coronavírus. – O aumento de casos de internação observado faz parte do quadro de qualquer pandemia. São quadros cíclicos que podem ser observados com o acompanhamento da média móvel diariamente em nossa página na Internet. Por mais que a saúde pesquise, a covid-19 ainda é considerada uma doença nova e com muitas questões a serem explicadas. A imunidade dos pacientes, suas idades e quadros de doenças pré-existentes devem ser levadas em consideração em relação ao assunto. O que todos devem se lembrar é que a pandemia ainda não acabou e, diante disso, não devem relaxar as medidas de segurança para o enfrentamento do novo coronavírus – considera a secretária de Saúde, Fabíola Heck.

Infectologistas ouvidos pelo Diário frisam que embora a medicina venha encontrando caminhos para cuidar de alguns problemas decorrentes da doença, até que haja uma vacina ou medicamento comprovadamente eficaz contra a covid-19, a população deve evitar aglomerações, primando pelo distanciamento social, além do uso de máscaras e demais cuidados de prevenção.

– A covid-19 não está controlada, não foi superada e não há prazo para que isso aconteça. Estamos todos torcendo por uma vacina que seja comprovadamente eficaz, mas não há um prazo definido para isso. Até lá, todos aqueles cuidados sanitários que estamos apontando desde o princípio da pandemia devem ser rigorosamente mantidos, inclusive o isolamento social em caso de apresentação de algum sintoma respiratório, como coriza, febre e tosse  – alerta o infectologista Luís Arnaldo Magdalena, diretor médico executivo do hospital SMH – Beneficência Portuguesa. O especialista destaca que nestes casos, a orientação continua sendo para que o paciente procure um profissional de saúde. – Apresentando sintomas respiratórios a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para passar por avaliação médica – afirma.

O também infectologista Marco Liserre, do Hospital Unimed, chama atenção para a importância da responsabilidade sanitária e social de cada um para conter a pandemia. – O que vemos infelizmente é que as pessoas não estão mais preocupadas com a covid-19. Estão agindo como se a pandemia fosse uma página virada, um comportamento de total irresponsabilidade sanitária e desrespeito ao próximo, que é muito perigoso. Estamos vendo o número de casos aumentando progressivamente. Isso é observado principalmente após os feridos prolongados e acontece sobre tudo por conta das aglomerações. As pessoas perderam completamente a noção de responsabilidade, a consciência de que a pandemia ainda está em curso. Temos redução no número de mortes, mas ainda há pessoas morrendo por conta da doença – pontua, destacando que é preciso que a população recobre a consciência sobre os riscos da covid-19.

– O principal ponto é evitar as aglomerações. As pessoas precisam respeitar o distanciamento social, que deve ser de no mínimo um metro. As máscaras devem ser usadas o tempo inteiro quando a pessoa está fora de casa, e de forma correta, cobrindo totalmente o nariz e a boca – destaca o especialista, frisando que o uso correto da máscara pode reduzir em 82% o risco de contaminação.

Dados da Secretaria municipal de Saúde apontam que Petrópolis tinha até ontem 8.036 pessoas infectadas pela covid-19. Desde o início da pandemia 272 petropolitanos morreram e 6.482 se recuperaram da doença. Ontem, 57 pacientes estavam internados na cidade, sendo 34 em leitos de UTI e 23 em leitos clínicos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TV Prefeito