Apple é a 1ª empresa da história a valer US$ 1 trilhão

A Apple atingiu nesta quinta-feira (2) a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado – o valor somado de todas as suas ações – na bolsa de Nova York. É a primeira vez que uma empresa alcança tal feito.

A marca foi atingida por volta das 13h, após a ação da Apple superar US$ 207,04 na Nasdaq. A empresa atingiu o pico de US$ 207,05 e, logo em seguida, passou a subir menos.

Até a véspera, a Apple acumulava alta de 17,5% no ano, avaliada em US$ 988,4 bilhões, se firmando à frente de suas principais concorrentes no setor. A Amazon fechou o dia anterior avaliada em US$ 877,4 bilhões, a Alphabet, matriz do Google, em US$ 854,7 bilhões, e a Microsoft em US$ 811,1 bilhões.

O gigantismo da Apple fica evidente quando se observa o tamanho da empresa com o das empresas que têm ações na bolsa de valores do Brasil, a B3.

A companhia norte-americana vale mais que a soma do valor de mercado de todas as mais de 360 empresas brasileiras listadas na B3, segundo dados da Economatica. No final de julho, as companhias brasileiras valiam, somadas, US$ 847 bilhões nesta quinta-feira, segundo dados da Economatica.

As ações da Apple têm subido porque os investidores reagiram bem ao resultado do último trimestre da empresa. A companhia registrou uma alta de 32% no lucro, a US$ 11,5 bilhões graças ao aumento do preço de venda do iPhone.

O volume de negócios da companhia cresceu 17%, a US$ 53,3 bilhões, em relação ao mesmo período do ano passado, devido especialmente à venda de iPhones, serviços on-line e acessórios.

A empresa vendeu 41,3 milhões de unidades, abaixo das expectativas de 41,8 milhões de aparelhos, mas o preço médio de venda do iPhone atingiu US$ 724, superando previsões de analistas de US$ 694 dólares, segundo dados da FactSet.

Esse desempenho foi atribuído ao lançamento em 2017 do iPhone 8 e do iPhone X, cujo preço inicial de venda ao público era de quase mil dólares.

“Ficamos felizes em anunciar o melhor trimestre concluído em junho da Apple e o quarto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos na receita”, disse seu CEO, Tim Cook.

Os resultados positivos da Apple aparecem em um momento em que as ações das companhias de tecnologia estão em dificuldades – especialmente após os resultados decepcionantes da rede social Facebook, cujas ações caíram 20% desde que revelou seus dados trimestrais.

Empresa busca diversificação

Os mercados estavam muito atentos à possibilidade de encontrar prejuízos na Apple por causa da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China – um dos principais mercados da empresa da maçã, do qual depende muito.

Além de fornecer uma receita de US$ 9,5 bilhões no trimestre, a Apple monta na China a maioria de seus aparelhos.

Cook disse que até agora os produtos da Apple não se viram diretamente afetados, e que a companhia está avaliando as medidas tomadas por Trump.

“Nossa opinião sobre as tarifas é de que se mostram como um imposto sobre o consumidor e geram menor crescimento econômico e, em algumas ocasiões, podem gerar um risco significativo de consequências não desejadas”, disse o chefe da companhia.

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